Curitiba O governo quer acelerar a reativação do Hospital da Polícia Militar do Paraná, em Curitiba. O secretário da Administração, Reinhold Stephanes, pretende aumentar a capacidade da instituição, que atualmente tem apenas 20 dos seus 120 leitos em condições de atendimento.
Apesar do governador Roberto Requião ter sinalizado durante a campanha que o hospital poderia atender também a civis, o HM deve continuar atendendo apenas a PMs e dependentes. De acordo com o presidente da Associação de Defesa dos Policiais Militares Ativos e Inativos e Pensionistas (Amai), coronel Eliseu Ferraz Furquim, que não concordava com a modificação, o HM apenas condições de atender a comunidade militar devido ao porte de suas instalações.
Representantes dos PMs estiveram reunidos ontem com membros da Secretaria de Administração e de Saúde para discutir o assunto. ''A reativação do Hospital Militar é urgente, pois o atendimento aos policiais está precário. Mas o hospital não tem um porte de uma Santa Casa ou de um Hospital Evangélico para atender a população'', afirmou Furquim. Cerca de 50 mil militares e dependentes da região de Curitiba seriam beneficiados com a ampliação de leitos do HM.
Para Furquim, o hospital pode no máximo atender aos servidores públicos. ''Nós construímos o hospital com nosso suor e nosso dinheiro. Contribuímos voluntariamente para equipá-lo e fazê-lo funcionar, porque não aguentávamos a situação anterior. Antes, o policial e o delinquente dividiam a mesma fila de atendimento no pronto socorro, sendo que o delinquente ainda contava com o apoio das organizações não-governamentais'', desabafou.
Além da questão da saúde, os policiais militares também buscam junto ao governo o pagamento de um reajuste concedido pela Assembléia no último mês de mandato do governo Jaime Lerner (PFL). A categoria reivindica que o ajuste seja concedido retroativo ao mês de setembro de 2002, como acontecerá com os policiais civis, que tiveram sua proposta de reajuste aprovada antes na Assembléia. Pela forma que o projeto foi aprovado, os militares só teriam direito ao reajuste a partir de janeiro deste ano.
Segundo Furquim, a mudança no cronograma dos reajustes depende de conversas com Requião e com os deputados estaduais que assumem no próximo sábado. ''Para este pagamento do final do mês, esperamos receber apenas o reajuste relativo à janeiro. Mas acredito que o governador e os deputados saberão corrigir a injustiça cometida pela Assembléia no ano passado, que a pedido de Lerner discriminou os policiais militares por razões políticas'', comentou o coronel.
A concessão dos reajustes aos policiais civis e PMs deve ser feita através de uma folha complementar, segundo a assessoria de comunicação do governo. Servidores estaduais que ocupam cargos em comissão ou recebem funções gratificadas também devem receber esses benefícios em uma folha suplementar. Isso ocorreu porque não houve tempo hábil para que se fizesse um levantamento de todos os funcionários que se enquadram nessas condições antes do Estado rodar sua folha de pagamento.

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