Por enquanto, o setor de Sa© úde tem sido o mais prejudicado na greve do funcionalismo, sobretudo pelo atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Boa parte funciona com escalas precárias de trabalho, principalmente as de 16 horas. Em outras, o cadeado no portão o dia todo já sinaliza que o paciente deve buscar outra alternativa.
Sindserv e Prefeitura têm divergido dia após dia nos números de adesão e não adesão ao movimento - paralelamente, os pronto-socorros de hospitais de Londrina já começam a sentir os reflexos dos cadeados em portões de UBSs.
No PS do Hospital Zona Sul (HZS), por exemplo, funcionárias contam que a demanda diária subiu de 200 atendimentos, em média, para mais de 300. ''Como são pacientes de postos fechados aqui na região, e como o HZS atende gente de todo lugar, o aumento da demanda tem prejudicado casos mais complexos (o hospital é de atendimento secundário; a UBS, primário) que aparecem aqui'', comentou a supervisora Maria Helena Guembarski. De acordo com ela, a situação estaria atrasando em média duas horas a prestação dos serviços no PS.
Situação semelhante foi registrada no HU, onde, apesar de o PS não ter números exatos, servidores garantiram que aumentaram a demanda e as reclamações pela demora no atendimento. (J.G.)

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