O horário eleitoral gratuito para os candidatos a prefeito, que começa hoje, está sendo aguardado com expectativa em Maringá - cidade que, historicamente, tem eleições acirradas e com frequentes ataques pessoais. Para este ano, a maior parte dos candidatos garante que privilegiará as propostas, mas reconhece que também se prepara para reagir às acusações caso se transforme em alvo dos oponentes.
O prefeito e candidato à reeleição, Sílvio Barros, da coligação ''Maringá cada vez melhor'' (PP/PDT/PSL/PR/PRTB/PHS/PRP/PSDB), disse que ''não gostaria que acontecessem os ataques'', mas acrescentou que estará ''psicologicamente preparado para reagir''. ''Não tenho dúvida de serei alvo. Vamos usar o horário para nos defender.''
O candidato Ênio Verri, da coligação ''Maringá de toda nossa gente'' (PT/PV/PCdoB/PCB/PSC/PSDC), acredita que ''os ataques não acontecerão na tv e no rádio, mas nos debates, onde o sangue esquenta mais''. Verri prometeu privilegiar uma campanha propositiva, mas não escondeu que tem apenas um alvo entre os oponentes. ''Meu adversário político é o Sílvio. O único foco de debate é a atual gestão, que privilegiou a aparência à essência'', disparou.
O ex-prefeito João Ivo Caleffi, da coligação ''Governo para todos'' (PMDB/PTN), que foi derrotado pelo atual prefeito no segundo turno das últimas eleições, avalia que ataques pessoais não rendem votos. ''Da minha parte, farei críticas administrativas. Acho que atacar adversários tira voto'', avaliou.
O deputado estadual Dr. Batista, da coligação ''Maringá mais humana'' (PPS/PMN/PTB/PRB/PTC), reconhece o perfil belicoso do horário eleitoral em Maringá, mas também prometeu uma campanha de propostas. ''Enquanto eles atacam, vou apresentar meu plano de governo.'' Wilson Quinteiro, da coligação ''Sou mais Maringá'' (PSB/DEM), reconheceu que levará críticas ao horário eleioral, mas disse que não de caráter pessoal. ''Temos que mostrar a realidade de Maringá, não dá para esconder. A tv é o lugar oportuno para isso.''
Já Rogério Mello (PTdoB), que foi alvo de várias ações judiciais na campanha passada, afirmou que os ataques vão se concentrar sobre a gestão atual e a anterior (de João Ivo Caleffi). Segundo ele, ''os erros cometidos e os problemas não resolvidos'' têm que ser mostrados. Mello disse que foi inocentado nos processos iniciados em 2004.
O candidato do PSol, Claudemir Romancini, afirmou - sem nominar - que os ataques partirão de ''alguns laranjas''.''Vira e mexe isso acontece, os candidatos maiores os utilizam para das as porradas'', contou. A candidata Ana Pagamunici, do PSTU - a única mulher a disputar a prefeitura - não opinou sobre os ataques, mas reclamou do pouco tempo reservado às candidaturas menores. ''É uma injustiça que privilegia os grandes partidos.'' Ana, com 1min15seg, tem o menor tempo no horário eleitoral - o maior pertence a Sílvio Barros, com 7min25seg.

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