Homossexuais pedem programas antidiscrimimação a candidatos
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quarta-feira, 08 de setembro de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Grupo Dignidade, uma organização não-governametal (ONG) que defende os direitos dos homossexuais, encaminhou aos candidatos a prefeito da Capital uma lista com 42 propostas. Os candidatos a vereador receberam uma lista menor, com sete propostas.
Segundo o presidente da ONG, Toni Reis, o Grupo Dignidade quer o comprometimento dos candidatos na implementação de políticas públicas positivas para a comunidade homossexual de Curitiba. A ONG defende a aprovação de uma lei municipal que proíba e puna a discriminação por orientação sexual e a criação do programa ''Curitiba Sem Homofobia''.
Entre as propostas apresentados aos candidatos a prefeito está a criação do Núcleo de Estudos da Cidadania Homossexual, com o objetivo de reunir dados, compor estudos e propor soluções para a violência e discriminação praticadas contra gays, lésbicas, transgêneros e bissexuais. Também propõe a inclusão de temas relativos à sexualidade e homossexualidade nos currículos escolares e a capacitação de profissionais de casas de apoio e abrigos para jovens em assuntos ligados à orientação sexual. Na área esportiva, Toni Reis pede apoio à realização dos ''Gay Games'' ou olimpíadas gays. O objetivo é elevar a auto-estima dos homossexuais.
Outro pedido é promover Curitiba como pólo do turismo GLS (gays, lésbicas e simpatizantes). Na área de saúde, a ONG pede a implantação de um programa de redução de danos para a prevenção da Aids. O Grupo Dignidade considera ainda importante a promoção de cursos de capacitação para advogados das Defensorias Públicas e Serviços de Assistência Jurídica Gratuita, membros do Ministério Público e integrantes do Poder Judiciário, para atendimento qualificado aos homossexuais.
Para os candidatos a vereador, que se eleitos terão como função legislar e fiscalizar o Executivo, foram encaminhadas propostas de leis que proíbam e punam qualquer tipo de discriminação baseada na orientação sexual, sobretudo contra bi e homossexuais, em estabelecimentos comerciais, escolas, órgãos públicos, entre outros. Também foi proposto o reconhecimento legal do dia 28 de junho como Dia Municipal do Orgulho Gay, como já existe em quatro capitais brasileiras.


