BRASÍLIA - O ministro Homero dos Santos assumiu ontem a presidência do Tribunal de Contas da União (TCU) e o ministro Paulo Affonso de Oliveira tomou posse na vice-presidência. Ex-secretário-geral do PDS, Santos foi um dos participantes da articulação que implodiu o partido, em 1984, para possibilitar o apoio à candidatura de oposição de Tancredo Neves à presidência da República.
Egresso do PSD, ex-vice-líder da Arena e um dos principais dirigentes do PDS durante vários anos, Homero dos Santos, 66 anos, ficou inscrito como o primeiro ‘‘pianista’’ da história do Parlamento por ter sido flagrado, em 13 de junho de 1985, votando em lugar de um colega ausente. Na ocasião, o Congresso tentava aprovar a Lei Eleitoral em substituição à Lei Falcão, da era do regime militar.
Santos, juntamente com o senador Ronan Tito e o deputado Irapuan Costa Júnior, foram fotografados com a mão no botão de votação das mesas de colegas ausentes, dando origem ao termo ‘‘pianista’’. O Congresso, por isso, foi obrigado a introduzir códigos pessoais e a mudar todo o sistema de votação.
Santos substituiu no TCU ao ministro Marcos Vilaça e terá um mandato de dois anos, período em que espera concluir o majestoso anexo do tribunal, orçado em mais de R$ 50 milhões, e as sedes que o TCU terá em cada Estado - que custarão mais de R$ 200 milhões aos cofres públicos -, além da ampliação do atual número de funcionários. Com 66 anos de idade, Santos foi um dos políticos mais influentes do País na época do regime militar.
Ele começou a vida pública como vereador de Uberlândia (MG) de 1954 a 1962. Foi duas vezes deputado estadual e cinco vezes deputado federal. Na Câmara ocupou vários cargos importantes, inclusive a presidência interina, em ocasiões distintas entre 1979 e 1988, quando assumiu uma vaga de ministro do TCU.

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