Brasília - Um homem tentou entrar armado na manhã de ontem no Palácio do Planalto. Naquele momento, a presidente Dilma Rousseff participava, dois andares acima, de gravação do programa ''Hoje em Dia'', da TV Record. De acordo com a segurança do Planalto, não há registros de casos anteriores de alguém tentando invadir a sede do Executivo armado.
Em 2007, um lavrador invadiu o Planalto para tentar falar com o então presidente Lula, mas estava desarmado. Na gestão de Fernando Collor (1990-1992), um funcionário esfaqueou um colega na área externa do palácio.
Ontem, Maycon Kuster Pinheiro, 31, de Vila Velha (ES), chegou à portaria principal e pediu para ser recebido pela presidente. Como ouviu dos seguranças que não seria possível, ele tirou um megafone da bolsa e afirmou que ''ela o escutaria de qualquer jeito''.
Um segurança tentou contê-lo. Neste momento Maycon tirou da bolsa uma arma. Os seguranças recuaram e o homem ameaçou se matar, encostando a arma no queixo. Um dos supervisores negociou com ele, que pediu para chamar a imprensa. Ele então mostrou uma carta onde fazia uma série de acusações contra autoridades e policiais. Ele dizia que ''isso tudo só está acontecendo porque recorri a todas as esferas da Justiça e não fui atendido''.
Na carta em mãos que pretendia entregar à presidente, ele dizia que recebeu do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, cargo de diplomata e ''mais de um bilhão de reais com o objetivo de executar os membros da facção criminosa que domina todas as esferas da sociedade capixaba desde a polícia''.
Ele alegava ser perseguido por uma organização criminosa e, como não conseguiu amparo na Justiça, ameaçou tentar suicídio. Após uma hora de negociação, Maycon se entregou e foi levado à superintendência da Polícia Federal em Brasília, responsável pelas ocorrências envolvendo o Planalto.

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