Procurados pela FOLHA, os vereadores denunciados ontem pela Promotoria Pública não quiseram se pronunciar ou não foram localizados. O único a atender o telefone foi Renato Araújo (PP), que afirmou preferir o silêncio. ''Eu não quero falar nesse assunto, já dei esclarecimento à Justiça e hoje quero me reservar ao silêncio'', limitou-se a dizer.
Os vereadores Henrique Barros (PMDB) e Osvaldo Bergamin (PMDB) estavam com os celulares desligados e seus gabinetes na Câmara permaneceram fechados no período da tarde.
Orlando Bonilha (PR) e Flávio Vedoato (PSC) também não foram localizados. No gabinete de Bonilha, a informação é de que ele só passou pela Câmara de manhã. Já a assessoria de Vedoato afirmou que ele está viajando - mas não soube informar para onde nem o prazo de retorno.
Os empresários citados na denúncia contra os vereadores também não foram localizados ontem. Na Churrascaria Galpão Nelore, onde trabalha Carlos Messas, a reportagem recebeu a informação de que ele viajou para São Paulo ''até para fugir um pouco disso tudo que está acontecendo'', segundo um funcionário que atendeu o telefone. Seu advogado, Antônio Amaral, estava com os celulares desligados e não retornou o contato.
Os empresários Alexandre Fontana Guimarães e Maurício Sérgio de Biaggi também estavam viajando e não foram localizados. O advogado que os acompanhou aos depoimentos no Ministério Público, Marcos Daniel Ticianelli, afirmou que não tinha autorização para dar entrevista em seus nomes.

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