Hoje emenda seria derrotada, diz Alves
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terça-feira, 04 de março de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - O governo terá muito trabalho para arrancar de seus aliados no Congresso a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). Além da previsível oposição das esquerdas, há resistências nos partidos governistas. Se a emenda do FEF fosse votada hoje na Câmara, seria derrotada, prevê o vice-presidente e vice-líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN).
Mas o governo não tem outra alternativa e deverá enfrentar as resistências, prevê o deputado Alberto Goldman (PMDB-SP). Os sinais de que a briga será grande vêm tanto do PT quanto do PPB. A oposição vai fazer tudo para impedir que o FEF seja estendido, disse o petista Paulo Bernardo (PR), que acompanha atento a discussão.
No PPB há quase uma unanimidade contra, contou o deputado Gerson Peres (PA), que debateu o tema hoje com o deputado Delfim Netto (PPB-SP). O Delfim também considera inaceitável a prorrogação, relatou. O PPB acredita que o FEF desequilibrou financeiramente as prefeituras. Se o ministro Malan (Pedro Malan, da Fazenda) vier ao Congresso chorar pelo FEF, vai ouvir muita coisa, advertiu Peres. Com o FEF, o governo usa para resolver problemas de caixa o dinheiro que os Estados e Municípios poderiam aplicar na área social, completou o petista Bernardo.
O deputado Henrique Alves avalia que a maioria da bancada peemedebista não vê razões para prorrogar a existência do FEF. A estratégia mais adequada ao governo seria lutar para que a reforma tributária seja feita o mais rápido possível, e não insistir em penduricalhos como o FEF, sugeriu.


