Hipnose de vigia que viu o incêndio é adiada novamente
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de janeiro de 2001
De Curitiba 
Por causa da prisão de Mauro Canuto, a hipnose que seria feita ontem à noite no vigia José Zetti, 60 anos, foi adiada pela segunda vez. Zetti fazia a vigilância do prédio no dia do incêndio. Em seu depoimento, ele afirmou que eram dois os incendiários, que usavam capuzes e luvas, além de rádios HTs para comunicação. Porém, as investigações da Polícia Civil apontam a participação direta de cinco pessoas. Três deles renderam o vigia, espalharam gasolina em todos os cômodos e atearam fogo nos arquivos da PIC, que continham denúncias contra o crime organizado no Paraná. O quarto homem teria ficado dentro de um carro.
Esse foi o terceiro atentado contra a PIC em pouco mais de três meses. O primeiro foi um atentado à bala contra dois policiais que estavam na frente da casa. Depois disso, ocupantes de um veículo não identificado atiraram coquetéis molotov no pátio da PIC. Nessas duas vezes não houve danos.
O governo do Estado atendeu parcialmente aos pedidos feitos pelo Ministério Público, que cobrou maior segurança nos prédios que abrigam as PICs no Estado. A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública informou que as promotorias de Curitiba, Londrina e Maringá já receberam reforço no policiamento e armamento. Além disso, o governo disse que deve liberar mais armas, que ainda aguardam concordância do Comando Militar do Exército, em Brasília.
Mas a reportagem da Folha constatou que na sede da PIC de Londrina não houve reforço no policiamento. (I.R. e M.D., com colaboração de Lúcio Horta)


