Brasília

Arquivo FolhaHillary: sem interesse em programas federaisO governo federal pressionou e conseguiu dissuadir as autoridades norte-americanas de incluir na agenda da primeira-dama dos Estados Unidos, Hillary Clinton, qualquer visita aos programas sociais do governo petista do Distrito Federal. Oficiosamente, o governo do Distrito Federal foi informado de que seria difícil fazer a segurança nos locais das visitas e, por isso, a programação não seria incluída na agenda oficial.
O que aconteceu, de verdade, foi que a parte brasileira que negociou a agenda com as autoridades norte-americanas bombardeou a idéia, uma vez que Hillary Clinton não mostrou grande interesse em visitar programas sociais administrados pelo governo federal.
Aconselhados pela embaixada norte-americana em Brasília, os assessores do casal Clinton começaram, há dois meses, a planejar a visita a uma unidade de ensino do programa bolsa-escola. O próprio Bill Clinton mostrou interesse em visitar também uma escola de meninos de rua que funciona no parque da cidade.
O programa bolsa-escola é uma espécie de vitrine do governador Cristovam Buarque (PT). As famílias que mantêm os filhos com idade entre 7 e 14 anos nas escolas recebem um salário mínimo (R$ 120).
O programa, premiado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), transformou-se em um instrumento eficiente para retirar meninos das ruas e obrigar os pais a não empregar os filhos na mendicância. Para os meninos que ainda perambulam pelas ruas, o governo do Distrito Federal ressuscitou uma antiga escola, bem no coração do maior parque da cidade, em que os horários são totalmente flexíveis. Engraxates, guardadores de carro, vendedores de picolés e alunos com outras ocupações vão para a escola do parque assim que se dão por satisfeitos com o faturamento do dia.

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