Hildebrando é condenado a 25 anos de prisão
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terça-feira, 15 de março de 2005
Agência Estado 
Brasília - O ex-deputado Hildebrando Pascoal foi condenado na manhã de ontem a 25 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado, como mandante do assassinato do policial civil Walter José Ayala, morto em Rio Branco, no Acre, em setembro de 1997. Por unanimidade, os sete jurados acataram as denúncias que, somadas, deram a ele a pena mais pesada. Entre os outros três acusados julgados no mesmo processo, Alexandre Alves da Silva, o Nin, foi absolvido; o réu confesso Raimundo Alves de Oliveira, o Raimundinho, foi condenado a 24 anos e seis meses e Reginaldo Rocha de Souza, o Regis, a 22 anos e seis meses.
Hildebrando já cumpre 37 anos de prisão por tráfico de drogas e crime eleitoral e está preso desde que foi cassado, em 1999. Essa foi sua primeira condenação por homicídios, supostamente praticados pelo esquadrão da morte que é acusado de chefiar. A juíza Maria de Fátima da Costa, da 10 Vara da Justiça Federal de Brasília, ao ler a sentença, afirmou que o ex-deputado tem personalidade voltada para o crime, é audacioso, despreza a vida humana e, ao chefiar um grupo que matava utilizando métodos cruéis, ''aterrorizava'' a população do Acre. Ele ouviu calado, sem esboçar qualquer reação.
Durante os sete dias de julgamento, Hildebrando só demonstrou irritação quando terminou o debate entre acusação e defesa. Ele reclamou da atuação dos próprios advogados que contratara. ''Não tive defesa, excelência!'', disse, levantando os punhos algemados e se dirigindo à juíza. Antes da sentença ser pronunciada, disse que não queria mais falar com os advogados e reclamou com uma amiga, em voz alta, que havia consumido ''uma fortuna'' em honorários.
Em data ainda não definida serão julgados no mesmo tribunal outros dois militares, o sargento Alex Fernandes Barros e o soldado Ronaldo Romero, acusados de terem participado no assassinato de Ayala.


