Hidelbrando pode ser preso antes da cassação
Agência Estado
De Rio Branco
O procurador da República Luís
Francisco de Souza entrega hoje à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico cinco relatórios sobre a atuação dos grupos de extermínios e o tráfico internacional de drogas no Acre. Luís Francisco afirma ter provas do envolvimento do deputado Hildebrando Pascoal (sem partido/AC) com assassinatos e o narcotráfico. De acordo com o procurador, a CPI poderá pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva do deputado antes mesmo de sua cassação ser votada na Câmara.
Se for o caso, a Polícia Federal do Acre está pronta a
efetuar a prisão, disse o procurador, que volta em outubro a Rio Branco para continuar as investigações. Ele não revelou detalhes dos relatórios que apresentará ao deputado Magno Malta, presidente da CPI. Num deles o procurador faz um questionamento ao Poder Judiciário acreano, que permitiu a traficantes e homicidas o cumprimento de penas de até 24 anos de prisão em liberdade. Cita o nome do empresário Francisco de Souza Farias, o Cai-Cai, preso com 100 quilos de cocaína em 1995 e que até hoje não foi para a cadeia, apesar de julgado e condenado a mais de 20 anos de reclusão. Existem alguns fatos estranhos no Judiciário acreano que precisam ser explicados, disse Luís Francisco.
A prisão de Hildebrando se daria por motivos de segurança, pois em 1998 o deputado teria resistido a uma ordem judicial para a Polícia Federal revistar sua casa. O advogado de Hildebrando, Eri Varela, afirma que Luís Francisco estaria comprando testemunhas contra e vai recorrer de todas as decisões contra seu cliente.





