BeiruteO partido integrista xiita libanês Hezbollah criticou implicitamente ontem, em um comunicado, a proposta de paz do príncipe herdeiro saudita Abdullah Ben Abdel Aziz, que prevê uma normalização das relações com Israel em troca de sua total retirada dos territórios ocupados.
‘‘Só a jihad (guerra santa) é capaz de garantir a vitória na Palestina, ao invés de se pagar um preço político elevado como a normalização das relações com o inimigo’’, destaca o comunicado sem mencionar especificamente a proposta saudita.
O príncipe Abdullah, que dirige de fato a Arábia Saudita, disse ao New York Times que, a princípio, pensou em propor na reunião de cúpula árabe de final de março em Beirute ‘‘o estabelecimento de relações normais com Israel no caso de retirada israelense dos territorios árabes ocupados’’ e a aceitação da criação de um Estado palestino.

Sem encontros O príncipe herdeiro saudita Abdulah ben Abdel Aziz descartou toda possibilidade de visitas ou encontros entre sauditas e israelenses, informou ontem o jornal árabe Al-Hayat. Segundo a publicação, que cita fontes diplomáticas, o príncipe Abdulah afirmou que não visitaria Jerusalém ou Israel. O príncipe Abdulah também precisou aos dirigentes, em conversas por telefone, que ‘‘nem o presidente israelense, nem o primeiro-ministro Ariel Sharon, seriam bem-vindos a Riad’’.
MortesUm quinto palestino morreu na noite de ontem ao ser atingido por um tiro durante uma operação do exército israelense no campo de refugiados de Balata situado em Nablus (Cisjordânia), informou uma fonte médica.
Com esta morte, sobe para 1.300 o número de vítimas mortais desde o começo da Intifada há 17 meses: 995 palestinos e 282 israelenses.

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