Curitiba O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), disse ontem que o Poder Legislativo não vai contratar funcionários no mercado para assessorar as cinco Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Alguns deputados cogitavam há dias a possibilidade de buscar auxílio fora dos quadros na Casa, como advogados e contadores. Eles não têm certeza de que a estrutura interna seja suficiente e, para driblar a escassez de pessoal, vão pedir ajuda a associações e sindicatos.

''Contratar não vamos, mas podemos solicitar apoio do Poder Judiciário, do Tribunal de Contas'', afirmou Brandão. Segundo ele, a estrutura interna está à disposição das CPIs: advogados da procuradoria e secretárias podem ser requisitados pelos deputados que comandam as investigações. Para as reuniões, serão usadas principalmente a Sala das Comissões, no terceiro andar, e o Plenarinho, entre outros salas.

O presidente da CPI Copel-Sercomtel, Marcos Isfer (PPS), terá o apoio operacional de três funcionários da Assembléia. Um advogado fará o papel de secretário da comissão. ''Mas ainda vou precisar de um contador. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia já nos ofereceu o auxílio de engenheiros, para analisar a parte técnica dos contratos'', declarou Isfer. Ele também vai solicitar à direção da estatal de energia que um funcionário da Copel participe da CPI.

O líder da oposição, Durval Amaral (PFL), não concorda com a sugestão de Hermas Brandão de buscar apoio técnico no Judiciário, por exemplo. ''Não pode haver interferência de outros poderes'', opinou Amaral.

Além de apoio técnico, os deputados precisarão se deslocar para outras cidades, como é o caso da CPI dos Jogos Mundiais da Natureza, que aconteceram em Foz do Iguaçu em 1997. As eventuais viagens serão pagas pela Assembléia, de acordo com Brandão. ''Mas não é passeio turístico'', avisou.

No dia-a-dia, a estrutura dos gabinetes dos deputados deve ser mobilizada. Cada gabinete tem direito a dois carros e verba de manutenção próxima a R$ 20 mil cobrir gastos com alimentação, combustível, telefones, passagens e Correios. Além desse valor, pelo menos outros R$ 30 mil são repassados a cada um dos 54 gabinetes para contratação de funcionários.

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