O ex-presidente da Assembleia Legislativa (AL) e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas (TC) do Paraná Hermas Brandão assinou ontem a ficha de filiação ao PSB de Andirá (Norte Pioneiro). Aposentado compulsoriamente do TC em junho último, o político de 70 anos retorna à vida partidária para concorrer ao cargo de deputado estadual nas eleições de 2014. A informação foi confirmada pelo filho de Brandão, o deputado estadual Hermas Brandão Júnior, também do PSB, que abriu mão de disputar a reeleição para ajudar na campanha do pai. Ao assumir uma cadeira no TC, no início de 2007, Hermas Brandão foi obrigado a deixar o PSDB.
"É um político nato, vive política 24 horas por dia, adora política e, mesmo hoje, aposentado, só sabe falar em política. No escritório dele em Curitiba, é um entra e sai de políticos. É uma pessoa com credibilidade para ser candidato novamente", afirmou.
Sobre a possibilidade de seu pai voltar a presidir a AL, Hermas Júnior desconversou. "Primeiro, ele precisa ganhar a eleição. Eleição para a presidência da Assembleia é outra história", comentou. O parlamentar deixou claro, no entanto, que Hermas Brandão tem força e "cacife político" para tanto. "Ele tem muitos amigos aqui, mais amigos do que inimigos. Esses poucos inimigos, principalmente, devem estar preocupados."
O deputado também negou que irá concorrer a uma vaga de deputado federal, por "não ter interesse em sair do Estado". "Eu vou cuidar dos meus negócios, como sempre fiz na minha vida, nos meus 40 anos. Sempre digo que não nasci deputado. Foi uma experiência de vida e cumpri com a minha obrigação."

Retorno
Em 2006, a convenção estadual do PSDB confirmou Hermas Brandão, à época presidente da AL e um dos principais nomes do partido no Paraná, como candidato a vice-governador na chapa de Roberto Requião (PMDB). Uma decisão da direção nacional da legenda, porém, tomada após Requião se recusar a apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin à presidência, anulou a aliança dos tucanos com os peemedebistas.
Brandão chegou a recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), perdeu e, em seguida, assumiu o cargo de conselheiro no TC, para o qual teve de se afastar da política.

Troca-troca
A três dias do prazo final de filiações para a disputa eleitoral do ano que vem, dois deputados federais anunciaram ontem que mudaram de partidos. Fernando Francischini deixou o PEN para ingressar no Solidariedade, enquanto Cida Borghetti trocou o PP pelo Pros. Ambos irão presidir as comissões estaduais das recém-criadas legendas.
A assessoria de imprensa de Cida informou que a parlamentar não poderia atender a imprensa por telefone na tarde de ontem, entretanto, garantiu que a saída do PP foi amigável e sem rupturas. O presidente do PP no Estado é o secretário estadual da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, que é marido da deputada. Em nota oficial, a presidente do Pros destacou que "pretende disputar candidatura majoritária nas eleições de 2014 e que vai montar chapa própria nas proporcionais".
Cida foi eleita em 2010 com mais de 147 mil votos. Em junho, ela pediu licença de seu mandato por quatro meses para tratar de assuntos particulares. A assessoria confirmou que a parlamentar deve reassumir o cargo no próximo dia 13.
Já Francischini se elegeu com cerca de 130 mil votos. A reportagem tentou contato com o parlamentar, mas a assessoria de imprensa informou que ele estava em deslocamento durante a tarde e que retornaria em seguida, o que não aconteceu até o fechamento desta edição.
De acordo com a legislação eleitoral, os candidatos precisam estar filiados em até um ano antes das eleições, que serão realizadas em 5 de outubro de 2014. (Colaborou Rubens Chueire Jr.)

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