Hélio Duque aposta em acordo com o PT e o PMDB
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de novembro de 1997
Patrícia Zanin Londrina 
O presidente estadual do PSDB, Hélio Duque, disse que o presidente nacional do PT, José Dirceu, tem direito de emitir sua opinião sobre alianças no Paraná, mas deve respeitar o que as lideranças estaduais pensam. A reunião com os companheiros do PT não foi clandestina e nós vamos continuar lutando pelo caminho comum entre PSDB, PT e PMDB, defendeu.
Ele se referiu ao encontro entre o ex-governador Álvaro Dias e o ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida, que selou um acordo entre os dois partidos para as eleições do ano que vem, contra o governador Jaime Lerner (PFL). O saldo do encontro em Curitiba foi criticado pelo presidente do PT, que condicionou a aproximação com o PSDB ao rompimento dos tucanos do Paraná com o governo federal. Seria um exemplo de mau caratismo de nossa parte. Nós vamos fazer a campanha de FHC, garantiu Duque. O PSDB nacional também queria que o Lerner entrasse no PSDB, mas aqui no diretório quem manda somos nós, comparou.
Duque diz que uma futura aliança entre tucanos e petistas no Paraná não seria inédita e está prestes a ser fechada no Acre, no Amazonas e na Bahia. Parece que a política do Paraná não passa pelo Brasil e que aqui é o centro do mundo, critica Hélio Duque.
Ele defende novas conversas. Os partidos têm de sentar à mesa para negociar alianças, apresentando seus candidatos. É claro que vamos batalhar pelo Álvaro, mas o candidato pode ser o Cheidinha, diz ele, que também defende a inclusão do PPS na aliança.
Duque se diz amigo de José Dirceu, dos tempos em que ele viveu em Cruzeiro dOeste, no Paraná. Ele me conhece bem e também ao Álvaro. O Samek também é nosso amigo, coordenou campanhas minhas para a Câmara e eu votei no Pedro Tonelli para deputado federal quando fui candidato ao Senado.


