Heinz aplaude iniciativa que amplia discussão
Heinz aplaude
iniciativa que
amplia discussão
O secretário dos Transportes, Heinz Herwig, disse ontem no Fórum do Pedágio que espera a adesão de toda a sociedade paranaense na busca de soluções ao impasse do Anel de Integração. Uma das finalidades do evento era justamente requerer maior participação dos usuários nas decisões sobre o pedágio no Paraná.
A respeito da outra reclamação dos transportadores, o valor da tarifa, Herwig lembrou que a possibilidade de aumento de 116% na Justiça sempre existiu. Estamos negociando com transportadores e concessionárias um reajuste intermediário, com descontos para os caminhões, afirmou. Mas não se pode esquecer que o Paraná precisa de obras e melhorias na rede viária e como o Poder Público não tem dinheiro para esses investimentos, tivemos que transferir a responsabilidade para a iniciativa privada.
Herwig não soube informar a data da nova reunião com concessionárias para discutir o índice de reajuste. Ainda não foi marcado. Representantes das concessionárias informaram que as empresas não foram procuradas pelo governo para discutir o aumento. Depois que o governador se reuniu com os transportadores não nos procurou mais, estamos esperando para ouvir a proposta, afirmou o diretor de uma das concessionárias, que participou do fórum.
O secretário concorda com a participação do governo federal nas negociações entre concessionárias e Estado, como sugeriu a subcomissão do pedágio na Câmara dos Deputados. Não vejo problema algum nisso. Já a proposta de devolução das rodovias federais pedagiadas no Paraná à União não foi bem aceita por Herwig. Se o governo federal se comprometer em fazer as obras previstas no cronograma, pode assumir tudo, alfinetou.
Durante seu discuro, na abertura do fórum, o secretário lembrou como estavam as estradas antes do pedagiamento e como elas ficaram depois. A paralisação das obras do Anel de Integração foi lamentável e representou muitos prejuízos para o povo paranaense. No entanto, foi uma decisão judicial e cabe à Justiça determinar o fim deste impasse para que as obras sejam efetivamente retomadas ao ritmo que o governo e sociedade desejam, concluiu. (E.C.)





