A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Educação ouviu três pessoas ontem e começou a reunir informações importantes sobre supostas irregularidades na compra de kits de uniformes escolares pela atual administração. Um dos servidores convocados como testemunha, José Lino, na época funcionário da Secretaria de Gestão Pública responsável pela conferência de materiais adquiridos pela prefeitura, disse aos membros da investigação que havia diferença entre o material pago pela administração e o que foi recebido e distribuído aos alunos da rede pública.
''Em relação aos uniformes escolares, a relação da compra e o que estava na nota fiscal era a mesma coisa, mas o que foi recebido foi diferente'', explicou o presidente da CEI, vereador Rony Alves (PTB). Ele citou como diferenças as alças das mochilas do kit. Segundo o depoente, na nota da compra estava escrito que as alças deveriam ser acolchoadas, ''mas não tinham esse acabamento''. ''Na época ele protocolou um ofício aos ex-secretários Marco Cito (Gestão Pública) e Karin Sabec (Educação) listando todas as diferenças para devidas providências.''
Apesar das supostas irregularidades terem sido confirmadas pelo servidor, Alves preferiu não apontar culpados. ''Ainda é muito cedo para afirmar quem foi responsável por isso. Precisamos também da nota e de amostra dos materiais para conferir essas diferenças. Somente depois disso podemos afirmar se houve ou não dano ao erário e se o material era inferior.''
Além de José Lino - que hoje trabalha em outro setor da prefeitura - a CEI ouviu na sequência José Luiz Quadros, também servidor municipal, ''mas que não trouxe avanços para a investigação'', segundo Rony Alves. Até o fechamento dessa edição, o último depoimento, de uma servidora da Pasta da Educação que não teve o nome divulgado, não havia terminado.
O ex-secretário de Governo e Gestão Pública Marco Cito também tinha sido convocado, mas não compareceu ao depoimento alegando que já tinha compromissos.

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