Hauly volta a culpar governo federal ao prestar contas na AL
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
O Paraná arrecadou R$ 20,3 bilhões nos primeiros oito meses de 2013, o que permitiu ao governo estadual quitar R$ 19,3 bilhões em compromissos (com superavit de R$ 1 bilhão). Os números constam do balanço do segundo quadrimestre das contas do Estado, apresentado na tarde de ontem, em audiência pública na Assembleia Legislativa (AL).
Em discurso político e bastante semelhante ao já adotado na prestação de contas do primeiro quadrimestre, o secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, avaliou o resultado como positivo, mas disse que os dados poderiam ser melhores não fossem "o baixo crescimento das transferências federais", que passaram de R$ 2,4 bilhões para R$ 2,5 bilhões, e "dívidas herdadas de governos anteriores". "As finanças do Estado estão equilibradas como sempre. Apesar de não termos os empréstimos, de termos uma restrição financeira muito severa, já chegamos em quase três anos a R$ 3 bilhões de investimentos. Se esse dinheiro tivesse sido investido em estradas, portos, aeroportos, escolas e hospitais teríamos um Paraná muito melhor", disse o tucano.
Para a oposição, o debate sobre a arrecadação não pode ser partidarizado. "Quando o secretário diz que há uma redução (nos repasses), é verdade, por uma questão de macroeconomia. Mas ele não diz que ela se compensa com atividades em que o Paraná é bastante favorecido, como o Minha Casa Minha Vida, o PAC da Copa e as obras no Porto de Paranaguá", rebateu o deputado estadual Tadeu Veneri (PT).
Cortes
Na última sexta-feira, o governador Beto Richa (PSDB) anunciou a extinção de 1.000 cargos em comissão (incluindo cerca de 400 postos não preenchidos), com a justificativa de que era preciso conter gastos. Hoje, 48,77% da Receita Corrente Líquida (RCL) está comprometida com o funcionalismo, sendo que o limite prudencial é de 46,55% e o limite máximo, previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 49%. Hauly disse que o comitê de gestão do governo estadual já está estudando novos cortes, no entanto, não especificou em que áreas.
Orçamento de 2014
O governo do Estado também encaminhou para a AL, ontem, o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2014. A previsão da receita corrente líquida é de R$ 35,8 bilhões. Os investimentos previstos em educação chegam a R$ 6,2 bilhões
R$ 524 milhões (9,2%) a mais do que o orçamento de 2013. Para a saúde, foram estabelecidos R$ 2,2 bilhões, volume 12,5% (R$ 245 milhões) maior do que o do atual exercício.


