Hauly responde a ataques de Requião
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de setembro de 2000
Pedro Livoratti De Londrina 
O candidato tucano à Prefeitura de Londrina, deputado federal Luiz Carlos Hauly, repetiu ontem, em entrevista, respostas a ataques disparados pelo senador e presidente do PMDB no Paraná, Roberto Requião. Na quarta-feira à noite, em comício no Bairro Cafezal (zona sul), Requião subiu ao palanque do candidato Luiz Eduardo Cheida (PMDB) e criticou Hauly. No dia seguinte, Hauly fez comício no Jardim Oeste (região oeste), e reagiu às críticas. Hoje o tucano vai estar no Cafezal.
Candidato que critica o governo estadual e o presidente não está preocupado com o futuro de Londrina, argumenta o deputado tucano. Hauly tem evitado críticas no horário eleitoral, preferindo dar um tom comedido à campanha no vídeo. Mas, na reta final, pelo menos nos comícios, o candidato altera a temperatura ele já fez mais de 40 e entende que já era hora de responder às críticas.
No palanque de Cheida, o senador Requião chamou Hauly de direitona e candidato do Fernando Henrique. Entre os adjetivos disparados contra o deputado que foi vice-líder do presidente Fernando Henrique na Câmara foi candidato do desemprego.
O Brasil inteiro sabe que o PMDB, o PFL, PPB e PTB são os partidos que dão sustentação ao governo federal, tem respondido Hauly nos últimos comícios. Ele lembra ainda que somente o PMDB tem três ministros indicados.
Questionado ontem à tarde sobre as críticas disparadas por Requião no palanque de Cheida, Hauly disse que suas respostas pretendem esclarecer o eleitor neste momento de temperatura alta em virtude da proximidade das eleições. Segundo ele, o importante é o debate em torno dos problemas de Londrina.
Considerando o buraco em que a prefeitura se encontra, é erro absoluto tecer qualquer crítica ao governo federal, disse o deputado. Ele garante que a população está atenta e entende de pronto que serão necessárias medidas emergenciais para dar continuidade aos projetos sociais, saúde, educação e demais serviços básicos. Por onde ando tenho ouvido elogios pelas relações que mantenho com membros do governo federal, afirma o candidato.
Em que pesem os ataques, Hauly diz que tem bom relacionamento com o Requião, tendo inclusive contribuído com emendas parlamentares, quando o senador era governador do Estado. Sobre Cheida, o deputado confessa que mantém muito boas relações. Nas eleições de 96, o então prefeito Luiz Eduardo Cheida declarou apoio formal a Hauly, que foi para o segundo turno, mas acabou perdendo a disputa para Antonio Belinati (PFL) (hoje cassado). Eu não gosto de deslealdade, resume Hauly, sobre os ataques dos peemedebistas.
O candidato tem se aproveitado de lideranças tucanas nos comícios. Já subiram em seu palanque o senador e presidente do PSDB do Paraná, Alvaro Dias, o deputado federal Alex Canziani e o ex-prefeito Wilson Moreira. Não estamos integrados na estrutura da campanha; dentro do possível faço um trabalho de informação política, classificou Moreira, ontem à noite. Na prática, o ex-prefeito quer transferir votos dele para o candidato tucano. Ele (Hauly) é preparado para administrar, tem experiência e formação, elogia o ex-prefeito. Moreira, que participou de seis comícios do candidato tucano, disse ontem que está animado com o resultado da campanha. Queremos uma administração séria e humana, apesar das dificuldades, salientou.
A maratona de comícios prossegue até quarta-feira, quando Hauly, seu vice pastor Gerson Araújo (PSDB) e candidatos a vereador participam do comício de encerramento na Avenida Saul Elkind, zona norte. Ele se diz satisfeito com a campanha, que classifica de modesta. O candidato apresentou à Justiça Eleitoral um orçamento de R$ 900 mil, mas estima que os gastos da campanha ficarão limitados a 50% deste teto. O forte da campanha está sendo o
corpo-a-corpo com o eleitor. Hauly afirma que percorreu praticamente 100% dos 408 bairros da cidade, além de todos os distritos e a boa parte da zona rural.


