Hauly quer acordo com Taiwan
Hauly quer acordo com Taiwan
Arquivo FolhaHauly: aumento das exportaçõesGarantir o reconhecimento do Brasil por Taiwan, além de estreitar as relações comerciais entre os dois países são as duas metas do vice-líder do governo na Câmara, deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB). Convidado pelo governo daquele país, o deputado voltou na semana passada de uma visita oficial de sete dias a Taiwan. Hauly disse que pretende se unir aos parlamentares do Congresso que defendem a criação do grupo parlamentar Brasil-Taiwan. Tenho simpatia pela causa, explicou. O deputado disse que o governo brasileiro não reconhece politicamente Taiwan como país autônomo e soberano para não criar problemas diplomáticos com a China. Para a China, Taiwan continua sendo sua província. Pequim quer a unificação.
Além da mediação para solucionar politicamente o problema, Hauly acredita que o Brasil poderá aumentar suas exportações para Taiwan. Hoje, segundo ele, o saldo da balança comercial é positivo para o Brasil, que, no ano passado, exportou US$ 674 milhões para Taiwan e importou US$ 584 milhões.
O vice-líder relatou que o Brasil exporta grande quantidade de minério de ferro para Taipé, a capital, e importa principalmente eletroeletrônicos. Mas acho que é possível vender mais minério e outras coisas, como soja para alimentação humana, além de aumentar o turismo dos tauaneses para cá, explicou. Dos 8 milhões de habitantes de Taiwan que deixam o país todo ano para visitar o mundo, apenas 5 mil vêm para o Brasil, segundo Hauly.
Ele acredita que o Brasil poderia investir mais na atração desses turistas e prega a criação de um vôo direto até Taipé. É preciso acionar companhias áreas brasileiras para abrir uma negociação com as companhias de lá, defendeu. O deputado disse ainda que o Brasil poderá sediar empresas de Taiwan. Uma comitiva deve vir ao País ainda no segundo semestre para conhecer o potencial brasileiro.
Segundo ele, Taiwan tem grande potencial tecnológico, 21 milhões de habitantes e renda per capta de US$ 13 mil. As reservas do país são de US$ 95 bilhões, não há dívida externa - a interna corresponde a cerca de 60% das reservas, ou seja: US$ 57 bilhões. Existem chances concretas de empresas de lá se instalarem aqui, afirmou o deputado.





