Com o adiamento da apresentação do parecer sobre a reforma tributária do relator Virgílio Guimarães (PT-MG) de quarta-feira para esta semana na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, a contraproposta de reforma do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) também permanece em compasso de espera para ser apresentada. ''Por enquanto, estou tentando alcançar maior publicidade na imprensa, mas, no momento certo, pretendo fazer uma defesa veemente da emenda no plenário da Câmara'', disse.
Hauly propõe a extinção do ICMS, ISS, Cofins, IPI e do IOF, e a criação de um imposto seletivo monofásico sobre os seguintes energia elétrica, combustíveis, comunicações, cigarros, bebidas, veículos, pneus e autopeças, eletro-eletrônicos, eletrodomésticos, saneamento e armas de fogo. Dessa forma, segundo Hauly, cerca de 400 mil produtos, entre eles, alimentos e remédios, não seriam tributados, isentando seis milhões de empresas.
Hauly até tentou convencer líderes do setor governista do PT a analisarem a possibidade de vir a aceitar sua contraproposta. Na semana retrasada, alguns dos 19 deputados que se manifestaram sobre o projeto, apoiaram a idéia, entre eles, Walter Feldman (PSDB-SP), que disse que a proposta não é pontual, como a do governo, que atende os interesses de alguns entes federativos, mas não estimula o crescimento.
Na semana passada, Hauly conversou com o relator da comissão Virgílio Guimarães. ''Mas o Virgílio me disse que não fará mudanças no texto original da PEC 41/03, salvo pequenas alterações em relação ao ICMS'', lamentou.
O parecer da proposta do governo somente deverá ser apresentado após a reunião dos governadores com o ministro da Fazenda Antonio Palocci na terça-feira. Os governadores reivindicam melhor repartição dos impostos, a flexibilização dos orçamentos, a criação de fundos de compensação e a concessão de incentivos fiscais. A expectativa é de que o assunto vá a plenário na quarta-feira.

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