BRASÍLIA - Um tucano vai relatar a proposta de emenda constitucional que prorroga o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) por mais dois anos. Até o início da noite de hoje, os mais cotados eram os deputados Luiz Carlos Hauly (PR) e Yeda Crusius (RS). O projeto, que garante ao caixa do Tesouro cerca de R$ 20 bilhões a mais por ano, ainda não foi enviado ao Congresso, mas o Executivo tem pressa. A proposta terá de passar por dois turnos de votação na Câmara e Senado até junho, quando vencerá o prazo de vigência do FEF.
Apontada como prioridade do Planalto, a relatoria do Fundo chegou a ser disputada pelos governistas na Câmara. Tanto que os líderes aliados do PSDB, PFL e PMDB acertaram que a escolha deveria ser feita por sorteio entre os três. Hoje, porém, o líder pefelista Inocêncio Oliveira (PE) acabou retirando seu partido da briga pelo cargo, por conta das resistências internas contra o FEF.
‘‘A bancada do Maranhão tem 16 deputados e dois senadores que votarão contra a prorrogação deste Fundo’’, antecipou o senador Edison Lobão (PFL-MA). Segundo ele, a governadora de seu Estado, Roseana Sarney (PFL), já tratou de avisar ao presidente Fernando Henrique Cardoso de sua oposição ao projeto.

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