O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) fez ontem uma espécie de prestação de contas do mandato com a especificação de verbas destinadas a Londrina em seus últimos 10 anos de legislatura. Pré-candidato tucano à Prefeitura na eleição de 2008, o parlamentar apresentou os dados em entrevista coletiva na sala da Presidência da Câmara de Vereadores, com ênfase no recurso destinado à cidade durante os dois mandatos do prefeito Nedson Micheleti (PT).
Entre as emendas de autoria exclusiva do deputado, seriam mais de R$ 4.582 milhões ao município só para este ano - entre as quais, uma de quase R$ 594 mil para ações em turismo, uma de R$ 484 mil para integração nacional na cidade, e uma de R$ 303 mil para o esporte. Hospitais como a Santa Casa e o Instituto do Câncer são beneficiários, cada um, de R$ 331.818 em recursos de emendas em 2007. Desde 2001, informou, teriam sido pouco mais de R$ 9.104 milhões a Londrina.
Hauly apresentou também as emendas coletivas, entre as quais a que prevê a liberação de R$ 10 milhões para a construção do Teatro Municipal, uma das principais bandeiras da atual administração, e outra, de igual valor, destinada às comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil, o Imin-100.
De acordo com o deputado, ''a maior parte, pelo menos 80%'' do destinado à cidade já teria sido utilizado pela Prefeitura. Ele admitiu ser essa a primeira vez que ''presta contas'' do mandato - feito semelhante à de outro deputado federal por Londrina, Alex Canziani (PTB), mês passado - e não escondeu que o pleito do ano que vem é fator motivador para tal. ''Tenho feito campanha política de dois em dois anos, e prestar contas está ligado à atividade política, tudo está - o PSDB e eu temos interesse em Londrina'', resumiu.
Para o presidente do diretório municipal do PSDB, Claudemir Molina, a iniciativa ''melhora a comunicação do partido com a sociedade''. ''Além de ser um dever de todo homem público, isso representa mesmo um processo de evolução de como o PSDB se comunica com a sociedade. Vai muito além, portanto, da questão eleitoral'', minimizou o advogado.

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