Os candidatos a prefeito de Londrina criticados pelo prefeito afastado Antonio Belinati (PFL) no sábado devolveram ontem as afirmações feitas contra eles. Tanto o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) como o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida (PMDB) disseram que o problema de Belinati cabe à polícia, já que é ele quem está sendo denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE). A promotoria pediu a prisão preventiva de Belinati por formação de quadrilha, desvios de recursos públicos e fraude em licitação.
‘‘Acho que o problema dele é com a polícia e com a Justiça’’, afirmou o candidato tucano, que passou o dia de ontem em Brasília. Ele disse desconhecer a acusação de Belinati de que o governo federal teria interesse na eleição de Londrina.
Em relação a Cheida, Belinati disse que ele foi condenado pela Justiça recentemente e que os jornais trouxeram uma cobertura tímida. O peemedebista disse ontem que cabe recurso e que ele foi condenado por ter chamado o ex-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserv), Gláudio Renato de Lima, de mentiroso. Cheida informou que a pena diz respeito à prestação de serviços à comunidade e que já recorreu da decisão.
‘‘Ele (Belinati) mentiu sobre o processo contra mim. De qualquer forma é diferente do caso dele em que pesa a suspeita de formação de quadrilha’’, reagiu. Cheida também considerou exagerada a cobertura da versão de Belinati.
O assessor jurídico da área criminal da Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, Mário Augusto Lucena, afirmou ontem, em Curitiba, que não foi ‘‘incoerente’’ – como classificou Belinati – o pedido de prisão preventiva contra o prefeito afastado e mais oito pessoas. Lucena garantiu que a atitude foi ‘‘imprescindível’’. ‘‘Um pedido de prisão preventiva é uma medida cautelar para impedir que os denunciados possam barrar ou prejudicar o andamento da instrução criminal’’, alegou. (Colaborou Rubens Burigo Neto)

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