O novo segundo turno em Londrina pode custar aos candidatos Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Barbosa Neto (PDT), ao todo, até R$ 1,430 milhão - valor mais de três vezes menor que o declarado por ambos em outubro passado. Conforme a declaração do teto de gastos apresentada neste final de semana pelo tucano à Justiça Eleitoral, a terceira etapa da campanha está orçada em até R$ 530 mil. Nos dois turnos de 2008, Hauly gastou R$ 2,611 milhões, diante do teto declarado de R$ 3 milhões. Já Barbosa, que declarara, no primeiro turno, máximo de gastos de R$ 1,8 milhão e consumira, conforme a prestação de contas, cerca de R$ 702 mil, dessa vez apresentou a estimativa de R$ 900 mil. O material impresso e de rádio, TV e internet do pedetista deve ser desenvolvido pela mesma equipe que executou os serviços para o PP de Antonio Belinati, no segundo turno.
Hauly e Barbosa disseram ainda não ter arrecadado as estimativas apresentadas à Justiça Eleitoral. ''Não captamos recursos ainda, e há uma insegurança jurídica grande'', justificou Hauly, referindo-se ao recurso de Belinati contra a cassação de registro sequer ter sido protocolado ainda ao Supremo Tribunal Federal (STF). ''Como nunca antes na história deste País houve um 'terceiro turno' eleitoral, vamos ter de contar com a ajuda de voluntários, sejam pessoas ou empresas, pois vai faltar recurso.'' Se ele próprio entrará com recursos próprios? ''Não tenho mais dinheiro.''
Barbosa também alegou que ainda não tem a soma arrecadada - mas definiu que, a exemplo do primeiro turno passado, ''o custo será menor (que o teto declarado)''. ''Vamos ter um comitê financeiro para buscar esses recursos, mas agora minha preocupação é montar nosso time, pois, como não disputamos o segundo turno passado, estamos aí em uma certa desvantagem'', acredita.
Indagado se o PP de Belinati e do deputado Ricardo Barros - que, dia 30 passado, liberou os filiados pepistas a apoiarem o pedetista - o ajudaria financeiramente na campanha, Barbosa negou. ''Não, até porque ainda estão brigando pela possibilidade de o Belinati assumir. Não conversei nada sobre arrecadação com o Ricardo'', assegurou. Perguntado sobre o apoio financeiro a Barbosa (que declarara apoio a Belinati, na última semana do segundo turno), o deputado federal, presidente estadual do PP, justificou: ''Como não fazemos parte da coligação não contribuiremos para a campanha''.
Entretanto, a FOLHA apurou que a agência de propaganda que cuidará dos programas de rádio e TV, bem como do material gráfico de Barbosa, é a mesma que executou os serviços para o PP no segundo turno contra Hauly. Trata-se da Criação, de Maringá, que já fez também as campanhas do prefeito maringaense, o reeleito Sílvio Barros (PP). A reportagem conversou com a proprietária da agência, Iara Altoé, segundo a qual as equipes, nesse momento, já apuram material pela campanha pedetista. ''Agora estamos em fase de criação. Fizemos um acordo para que a campanha comece dia 2 de março'', admitiu. Questionada sobre quem teria intermediado a contratação dos serviços do grupo, respondeu: ''Fizemos uma reunião com os dois, o Ricardo (Barros) e o Barbosa''.

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