A série de encontros com prefeituráveis no auditório do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal) foi encerrada ontem à noite com os candidatos Luiz Carlos Hauly, do PSDB, e Alex Canziani, do PTB. Durante três dias, todos os concorrentes à exceção de Antonio Belinati (PSL), que recusou participar responderam um questionário com 10 perguntas formuladas por oito entidades representantes dos setores imobiliário e de construção civil.
No último dia, a uma platéia de pouco mais de 30 pessoas, Hauly fez uso de um painel eletrônico para expor as propostas voltadas ao setor, lidas por ele no tempo destinado pela organização do evento. Entre as perguntas, o candidato tucano enfatizou uma suposta crise vivida pela cidade nos últimos 16 anos desde que o colega de partido Wilson Moreira deixou a chefia do Executivo. ''São 16 anos de decadência. Desde então vivemos ora em corrupção, ora em ineficiência administrativa'', alfinetou.
Uma das questões na pauta estabelecida pelas entidades do ramo tratava sobre pontos viários considerados críticos no trânsito londrinense. Sobre isso, Hauly afirmou que uma das principais iniciativas de uma eventual administração dele seria a duplicação de trechos da PR-445 e da BR-369, com a inclusão de trincheiras. ''Temos até valores projetados para elas, mas vamos nos articular com Estado e União para o financiamento'', apontou Hauly.
Os planos de Alex para o mesmo problema também incluem obtenção de recursos estaduais, apesar de a fonte não ser exatamente a mais importante, na opinião dele. ''Em seis meses, queremos apresentar ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) uma reestruturação completa do sistema viário da cidade. Se São Bernardo do Campo (SP) conseguiu R$ 100 milhões, também podemos'', aposta. Outra iniciativa destacada pelo deputado federal é a idéia de parcerias com a concessionária Econorte para realização de obras na BR-369. ''Eles têm um cronograma de obras que nos ajudaria'', avaliou.
Uma das questões mais polêmicas nos três dias do evento, a submissão dos nomes de cargos técnicos da Prefeitura à apreciação das entidades, não encontrou coro nos participantes de ontem. ''Até aceito sugestões, mas isso é competência do prefeito'', comentou Hauly. Para Alex, a opinião também é válida porque ''quem teria de tirar essas pessoas do cargo depois seria eu'', justificou. Das sete coligações, somente o PV, de Naudemar Nascimento, e o PDT, de Barbosa Neto, aceitaram a proposta.

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