Hauly diz que não esperava derrota
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de outubro de 2000
Lúcio Horta De Londrina 
O derrota na eleição para prefeito em Londrina pegou de surpresa o candidato do PSDB, Luiz Carlos Hauly. O tucano liderou as pesquisas de intenção de voto durante toda a campanha e foi superado no último dia pelos candidatos Nedson Micheleti (PT) e Barbosa Neto (PDT). Abatido, ele recebeu a Folha no início da noite de ontem ainda sem uma explicação sobre o que aconteceu. Precisamos estudar cientificamente. Mas foi uma surpresa para todo mundo, lamentou.
Hauly disse não acreditar que tenha cometido erros durante a campanha, sobretudo na reta final. Para ele, foi a postura dos adversários, nos últimos dias, que pode ter influenciado a cabeça do eleitor. Os quatro (adversários) me atacavam sistematicamente, inclusive o Farage (Kouri, do PFL) e o (Antonio) Belinati (PFL). Eu sou o anti-Belinati em Londrina e ele ficou o tempo todo me atacando, afirmou.
Outro fator que pode ter alterado a disputa em Londrina, segundo o tucano, foi o apoio da Igreja Católica para a candidatura do petista. Nedson não teria mais do que 10% dos votos. O que fez a mais é por conta da Igreja. Além disso, lembrou que, depois da onda de corrupção na Prefeitura de Londrina, o eleitor ficou mais vulnerável. O povo está traumatizado pelo efeito Belinati, afirmou.
Hauly ponderou que o fato de ser do mesmo partido do presidente Fernando Henrique Cardoso não pesou na escolha do eleitor. Quanto eu estava 30% já tinha pago o preço do Governo. Dali para cá foi só ataque.
Para o segundo turno, Hauly informou que a tendência é apoiar o candidato petista. Mas antes decidir ele pretende avaliar se houve maledicência por parte da campanha de Nedson ou mesmo da Igreja contra a candidatura dele. Sobre Barbosa Neto, ele descartou o apoio. Não desejo tanto mal para minha cidade, avaliou.
Em relação ao futuro, Hauly informou que pretende voltar a representar o município na Câmara Federal, onde exerce mandato de deputado, e disputar novamente a reeleição daqui a dois anos. Ontem, ainda no calor da derrota, ele disse que não passava por sua cabeça voltar a disputar eleição para prefeito de Londrina.


