Hashtag #AécioNaCadeia vira assunto mais comentado
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terça-feira, 20 de junho de 2017
Elisa Clavery<br>Agência Estado 
A hashtag #AécioNaCadeia está no topo dos assuntos mais comentados do Twitter desde o início da manhã desta terça-feira, 20. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou nesta terça, os recursos contra a liminar de afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o pedido de prisão do parlamentar feito pela Procuradoria Geral da República (PGR).
"E hoje toda nossa torcida para #AecioNaCadeia, mesmo com esse STF e Senado que temos, eu tenho esperanças!", escreveu um internauta.
Já outro lembrou que, mesmo se o Supremo votar favorável à prisão do senador, a Casa precisaria aprovar a decisão. Caso o Supremo determine a prisão do parlamentar tucano, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), deve pautar a votação sobre o caso em um período de 24 horas, como determina a Constituição. Por meio de votação nominal, são necessários pelo menos 41 senadores para definir o resultado.
O ator José de Abreu, que costuma se manifestar politicamente nas redes sociais, também entrou no movimento. "É hoje", escreveu o ator no Twitter.
Embora nesta terça-feira tenha sido programado o "tuitaço" com a hashtag, ela já tem sido usada ao longo da semana. Com a expectativa da decisão do STF, há quem tenha feito uma "contagem regressiva" aguardando os votos da Primeira Turma.
O tucano é acusado pelos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. Ele foi gravado pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, pedindo propina e falando em medidas para barrar o avanço da Operação Lava Jato.
Sem comentar o movimento nas redes sociais, a defesa do senador disse, por meio de nota, que "o dinheiro foi um empréstimo oferecido por Joesley Batista com o objetivo de forjar um crime que lhe permitisse obter o benefício da impunidade penal". Ainda segundo os advogados, o empréstimo não envolveu dinheiro público e "nenhuma contrapartida por parte do senador, não se podendo, portanto, falar em propina ou corrupção". "O senador tem convicção de que as investigações feitas com seriedade e isenção demonstrarão os fatos verdadeiramente ocorridos", finaliza a nota.


