Base D’Amitai, IsraelO ataque, realizado ontem, de dois palestinos, membros do Hamas, que morreram no atentado, depois de matar quatro militares israelenses, pôs fim à calma e anulou o tímido progresso no sentido de um cessar-fogo incentivado pelo mediador americano Anthony Zinni.
Outros dois soldados de Israel ficaram feridos no ataque, direcionado contra uma posição do exército israelense perto da cidade de Rafah, na Faixa de Gaza.
As seis mortes elevam para 1.131 o número de vítimas fatais desde o início da nova Intifada, em setembro de 2000. A ação aconteceu um dia depois de o ministro da Defesa de Israel ter declarado que a última semana havia sido a mais calma desde o início da Nova Intifada e que estava no caminho dos sete dias de calma total exigidos pelo premier israelense para iniciar qualquer negociação.
A direção palestina denunciou o ataque através de um comunicado, estimando que ele daria ao premier de Israel ‘‘um pretexto para continuar suas agressões e sua política de cerco’’ aos territórios.
Tanques israelenses lançaram obuses contra prédios dos guardas fronteiriços palestinos no Sul da Faixa de Gaza, que haviam sido esvaziados, informaram fontes palestinas.
O porta-voz do governo israelense, Abi Pazner, estimou que o ataque palestino poderá trazer ‘‘consequências sérias’’ para o processo de paz que o enviado americano Zinni tentou reativar durante a missão que foi encerrada domingo.
OcupaçãoAs forças israelenses tomaram ontem o controle de dois postos da polícia marítima palestina em Mawasi, em um setor cuja segurança está sob controle israelense, no sul da Faixa de Gaza, informaram fontes palestinas de segurança. A ocupação deste dois postos, dos quais foram expulsos cerca de dez policiais palestinos, ocorreu sem disparos, acrescentaram as mesmas fontes. Estes policiais eram encarregados, junto de seus colegas israelenses, da vigilância dos movimentos de barcos de pesca palestinos na região costeira da Faixa de Gaza.
Arafat e as armasO presidente palestino Yasser Arafat qualificou, ontem, de ‘‘mentiras’’ as afirmações israelenses segundo as quais o navio carregado de armas interceptado por Israel no Mar Vermelho estava destinado à Autoridade Palestina. ‘‘Os israelenses inventam uma história a cada dia, às vezes falam de um cargueiro, utras vezes têm outras histórias, como se nós fôssemos os ocupantes’’, declarou Arafat à imprensa em Ramalah (Cisjordânia). ‘‘Tudo o que diz sobre este barco não são mais que mentiras, mentiras’’, insistiu o presidente palestino.

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