Haddad: Falhas no Enem não afetam pleito
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Rafael Moraes Moura <br> Agência Estado 
Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ontem que os problemas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não vão prejudicar a sua candidatura à Prefeitura de São Paulo. ''Pelo contrário. Faça uma pesquisa sobre o Enem que vocês vão constatar que a juventude aprova o Enem, sobretudo o jovem de escola pública'', defendeu-se Haddad.
Haddad deixará oficialmente o ministério hoje, para dedicar-se à campanha paulistana como candidato do PT. Faltando muito pouco tempo para deixar o Executivo federal, o ministro tentou postergar comentários sobre a disputa que irá enfrentar. Ao ser perguntado sobre os reflexos de José Serra garantir que não será o candidato tucano na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Haddad limitou-se a dizer que ''gostaria de até amanhã falar um pouco mais de educação e menos de prefeitura''. ''A partir de quarta-feira, falo mais de prefeitura e menos de educação'', completou.
Fugir do tema ''campanha'', entretanto, foi uma tarefa impossível. O ministro disse que nessa disputa ''todo mundo vai defender a sua biografia legitimamente'', mas argumentou que mais importante será apresentar ideias. ''O que a cidade quer saber é quais são as propostas de cada candidato, de cada chapa e se essa pessoa tem serviços prestados ao País na escala que São Paulo exige'', afirmou Haddad.
Questionado se sua experiência como ministro da Educação foi suficiente para habilitá-lo a administrar a cidade de São Paulo, Haddad retrucou: ''Devemos enaltecer as pessoas que querem disputar um cargo tão importante e não procurar diminuir''. As declarações foram dadas no Palácio do Planalto, ao encerramento de cerimônia relativa ao Programa Universidade para Todos (ProUni).
Haddad rejeitou a hipótese de que o Ministério da Educação teria se precipitado ao anunciar suas edições do Enem em 2012. ''Toda semana tivemos uma ação judicial do Ministério Público defendendo uma tese diferente da semana anterior. Se a cada semana formos enfrentar um debate judicial sobre o que tem de prevalecer num exame dessa envergadura, não damos tranquilidade para a equipe continuar aperfeiçoando os processos, gera instabilidade inadequada. Nenhum vestibular vive a pressão do Enem'', defendeu Haddad.


