O empresário Reinaldo Marques obteve ontem liminar de soltura expedida pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Vara, de Porto alegre (RS). Preso desde o último dia 23 na carceragem da Polícia Federal (PF) de Londrina, Marques é um dos sócios de uma agência de turismo da cidade e suspeito de lavagem de dinheiro, câmbio ilegal e remessa ilegal de divisas para o exterior. O outro sócio de Marques, Benedito da Costa, permanece preso na PF à espera de decisão judicial.
De acordo com o advogado de Marques, Walter Bittar, o pedido de habeas corpus foi impetrado na Justiça gaúcha depois de a 2 Vara Criminal Federal de Curitiba, que solicitou a prisão, tê-lo negado. ''Meu cliente não foi preso em flagrante, e, sim, quando foi depor. Não se justificava ele ter de aguardar preso'', justificou.
Costa foi indiciado pelas mesmas suspeitas e mais porte ilegal de arma de fogo. Na operação que resultou nas prisões e da qual participaram agentes de três cidades do Paraná , foram apreendidos na residência dele e na agência cerca de R$ 100 mil, US$ 100 mil, grande quantidade de documentos, um revólver calibre 38 (que seria de um segurança que prestou depoimento), uma espingarda e seis unidades de processamentos de computadores (CPUs). O mandado de prisão foi expedido pela 2 Vara Criminal da Capital, a pedido da força-tarefa que investiga o esquema de lavagem de dinheiro que usava as contas CC-5 do Banestado para remessas ao exterior.
O advogado de Costa, Marcelo Leal, informou que aguarda para a próxima segunda-feira a decisão do TRF de Porto Alegre, já que, em Curitiba, a resposta também foi negativa para a liminar de soltura.

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