Para o líder do PSDB no Senado, Sérgio Machado (CE), o ‘‘x’’ da questão não está sendo abordado, que é a manipulação de falsas verdades por pessoas que são capazes de criminosamente forjar documentos e grampeam telefones, e tem de ser punidas. ‘‘No momento em que o País está passando por situação tão séria no contexto econômico, coisas falsificadas servem para envolver pessoas de bem, por puro interesse pessoal de quem está manipulando’’, reagiu.
Líder do PSDB na Câmara Federal durante os escândalos do Sivam, da pasta rosa, e do Proer, o deputado José Aníbal (SP), lembra que as denúncias chegavam nos momentos em que o governo concentrava forças aliadas para aprovar as reformas que considerava fundamentais para o País. Esses escândalos atropelaram as votações por vários meses, ressalta ele. Para o tucano, é muito importante que agora o Congresso não altere o ritmo normal de seus trabalhos em função de chantagens, como ocorreu em outros épocas movimentadas por denúncias envolvendo gente do governo.
Não atrapalha‘‘Nenhum desses escândalos atrapalhou o calendário de procedimentos do governo porque, em todos as situações, ele revelou uma grande capacidade de abafar o caso’’, rebateu o líder do PT na Câmara, depuatdo Marcelo Deda (SE). O que a oposição assiste agora é um temor instalado nos gabinetes dos parlamentares aliados do governo e, ao mesmo tempo, uma cautela da própria oposição, que espera os desdobramentos do caso para abrir fogo ou não contra o governo.
‘‘Até agora a oposição está agindo com cautela, como tradicionalmente faz, mas se houver indícios de relação de qualquer um dos citados na denúncia com contas bancárias em paraíso fiscal, não vai dar para ignorar um cadáver deste tamanho na sala’’, afirmou Deda.
Para o deputado Deda, a comprovação de algum envolvimento do ex-ministro Sérgio Motta com irregularidade no Exterior, pela ligação direta que ele sempre teve com o presidente Fernando Henrique Cardoso e com outros tucanos, já seria motivo de sobra para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. (Colaborou Doca de Oliveira).

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