Nova Délhi/IslamabadA esperança de uma verdadeira distensão entre Índia e Paquistão começou a tomar forma ontem depois do histórico discurso do presidente Pervez Musharraf, que declarou guerra aos muçulmanos radicais e propôs resolver os problemas com Nova Délhi pelo diálogo e não pelas armas.
O primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, e o presidente Musharraf ‘‘aceitaram reduzir as tensões’’ entre ambas potências nucleares do subcontinente depois de conversas telefônicas separadas com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou a Casa Branca.
Bush expressou sua satisfação pela decisão de Musharraf de ‘‘tomar posição contra o terrorismo em todas suas formas e aplaudiu sua visão do Paquistão como um Estado progressista e moderno’’, disse no domingo um porta-voz da presidência dos Estados Unidos.
Numa declaração pela televisão considerada histórica, o presidente do Paquistão anunciou no sábado a proibição de cinco organizações extremistas, entre elas dois grupos da Caxemira que a Índia responsabiliza pelo ataque do dia 13 de dezembro a seu parlamento federal, origem da atual crise. Musharraf também condenou o radicalismo muçulmano.
Para o Times of India, as medidas anunciadas ‘‘constituem as mais importantes já tomadas pelo dirigente paquistanês’’. Para o editorialista do Hindu, a Índia deveria responder a seu gesto ‘‘ordenando uma desescalada imediata da mobilização militar’’.

mockup