Há 5 anos, grampos davam dor de cabeça a Lerner
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em 2001, denúncias de grampos telefônicos no Palácio Iguaçu sacudiram o governo Jaime Lerner, então no PFL. As denúncias feitas por um policial militar, de que haveria uma central de escuta ilegal no Palácio, foram o estopim para três versões da chamada CPI da Telefonia na Assembléia Legislativa - que precisou de várias versões porque foi cancelada pela Justiça. O governo negava a existência das escutas clandestinas.
Inicialmente, a CPI havia sido proposta para investigar eventuais abusos por parte de empresas de telefonia fixa, mas o surgimento da denúncia de escutas clandestinas no poder mudaram o foco da CPI, que foi na época presidida pelo então deputado Tony Garcia (PP). Como a CPI mudou o foco proposto no seu requerimento de criação, foi suspensa pela Justiça. Os deputados então garantiram a continuação das investigações através de novas CPIs, com o mesmo propósito.
A CPI foi tumultuada, incluindo até a prisão de um advogado de uma empresa de telefonia. Ele foi preso após prestar depoimento e liberado em seguida.


