Brasília - O chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República, Luiz Gushiken, afirmou ontem que a reabertura das investigações sobre o assassinato do ex-prefeito de Santo André, no Grande ABC (SP), Celso Daniel, ''não incomoda e não respinga no governo''. Gushiken é um dos primeiros integrantes do comando principal do Palácio do Planalto a falar a respeito do assunto, publicamente, depois da reabertura do caso.
O chefe da Casa Civil, José Dirceu, e a assessora especial Miriam Belchior e o chefe de Gabinete da Presidência da República Gilberto Carvalho fogem do tema.
Gushiken tentou desvincular, totalmente, as investigações sobre a morte de Daniel do governo e desafiou os que acusam integrantes da administração federal de terem repassado recursos da prefeitura do Grande ABC para a campanha do PT, como o médico oftalmologista João Francisco Daniel, irmão do ex-prefeito, a apresentarem provas. ''Ele tem de provar'', afirmou o chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República, ao ser questionado sobre como o Poder Executivo recebia as declarações de Francisco Daniel, segundo o qual o dinheiro arrecadado na administração municipal foi passado para o partido. Gushiken declarou que as ligações entre os que hoje estão no Executivo e as denúncias apresentadas ''não existem''.
O porta-voz do Palácio do Planalto, André Singer, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se pronunciou até agora sobre a reabertura da apuração porque o tema nunca fora levado até ele. Perguntas sobre o caso já foram encaminhadas a Singer, no entanto. O presidente nacional do PT, José Genoino, repetiu ontem que o caso Daniel está com o Ministério Público (MP) e a polícia. Mas defendeu a quebra do sigilo da investigação.

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