Ex-presidente da Assembleia Legislativa e agora ex-presidente do Tribunal de Contas, Hermas Brandão deixou o cargo fazendo um balanço dos avanços do órgão durante sua gestão. Entre eles, o destaque foi a instituição do processo eletrônico para agilizar o trâmite e as decisões do tribunal.
Nesse sentido, o novo presidente, Fernando Guimarães, acredita que o futuro é promissor. ''Só que isso não elimina o devido processo legal, os recursos que a parte tem. Leva, infelizmente, a uma morosidade. É um sistema todo.''
Questionado sobre o caso do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (PP), que foi eleito novamente para a Prefeitura do município em 2008 e depois cassado com base em uma decisão do TCE posteriormente revogada, Guimarães defende uma uniformidade de conceitos com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR).
''Temos que estabelecer um mecanismo de uniformização, porque não há uma uniformidade de quem é inelegível, quem não é, quem declara se o ato é sanável ou não é sanável. Uma outra medida que o TCE vai fazer é já entrar em contato com o TRE para isso.''
No sistema atual, sem mudança de legislação acerca do papel dos tribunais de conta no Brasil, o conselheiro é evasivo sobre o que pode ser feito para mudar essa inatividade. ''Mudança de consciência. Tanto da sociedade, como dos agentes públicos e também parlamentares.'' Também tomaram posse o vice-presidente do tribunal, conselheiro Artagão de Mattos Leão, e o corregedor-geral do órgão Nestor Baptista. (M.R.M.)

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