Curitiba - Ao deixar a presidência do Tribunal de Contas (TC) do Estado, o conselheiro Fernando Guimarães disse estar satisfeito com a própria gestão. Ele foi o responsável pela criação do Sistema Integrado de Transferências (SIT), que informatizou o tráfego de dados entre o poder público e o órgão de fiscalização, e pela realização de auditorias sociais (parceria com universidades públicas para vistoriar municípios e obras). ''Eu tive a sorte de assumir a presidência em um cenário nacional diferente, com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) a Lei de Acesso à Informação'', afirma. No Paraná, só o TC divulga o contracheque individualizado dos servidores.
Mas Guimarães defende medidas preventivas do TC, dizendo que o trabalho dos conselheiros não pode ser medido pelas multas aplicadas. ''Um simples ofício evitou despesa de R$ 8 milhões'', comemorou Guimarães, referindo-se à Linha Verde (super avenida), em Curitiba. Mas também viveu questões polêmicas como presidente, a exemplo de quando bloqueou despesas com funcionalismo no governo do Paraná, pois a administração atingiu o limite prudencial estabelecido pela LRF. Teve que se manifestar sobre obras da Copa e pagamento de pensão a viúvas de deputados estaduais, por exemplo, além de explicar os motivos de sua esposa ser citada em investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), por ligação com a Oscip Confiancce. A entidade prestou serviços a dezenas de cidades do Paraná, mas ele negou tratamento diferenciado à Oscip. (J.L.J.)

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