Guiana decreta emergência por causa da seca e do fogo
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sexta-feira, 27 de março de 1998
Mônica Yanakiew Agência Estado 
Enquanto a atenção mundial se volta para Roraima, na vizinha Guiana, a presidenta Janet Jagan decretou esta semana estado de emergência por causa da seca. Imagens de satélite mostram o fogo avançando também na Venezuela. Na Guiana, a falta de chuva provoca escassez de alimentos. Os rios - usados pelas empresas de mineração para transportar equipamentos - também secaram, obrigando as companhias a paralisarem as atividades.
Há duas semanas o problema se agravou, com o início de focos de incêndio em todo o País, preocupando a vizinha Venezuela. Estou convencida de que nosso país enfrenta um desastre nacional, disse a presidenta Janet Jagan, em discurso transmitido pela televisão. Para contornar a situação, ela decidiu transferir US$ 6 milhões, que o Banco Mundial mandara para outros projetos, para a Comissão de Defesa Civil da Guiana. E ainda pediu US$ 4 milhões às Nações Unidas.
Na Venezuela, foi montada uma força-tarefa coordenada pelo Ministro das Fronteiras, Pompeyo Márquez, envolvendo outros quatro ministérios, além de instituições, órgãos e empresas estatais. As imagens de satélite mostram o fogo avançando dentro do país, mas os venezuelanos estão mais preocupados em ajudar o Brasil a combater o incêndio perto da fronteira.
Os focos de incêndio na Venezuela são pequenos, e comuns nessa época do ano, explicou a vice-ministra do Meio Ambiente, Maria Rinconez. A novidade, segundo Rinconez, é a gravidade do incêndio em Roraima, que pode afetar municípios venezuelanos, a 50 quilômetros da fronteira com o Brasil. Desde 1989, a Venezuela tem um projeto de controle de incêndios.


