Guerreiro deixa a chefia da Anatel
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quinta-feira, 28 de março de 2002
Agência Folha 
Brasília - O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Guerreiro, 53, pediu demissão do cargo ontem. Seu mandato iria até novembro de 2005. Guerreiro telefonou pela manhã ao ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga (PSDB-MG), e comunicou que estava deixando o posto.
Seus motivos para deixar a chefia da Anatel, para a qual foi reconduzido em novembro de 2000, seriam apresentados ainda na noite de ontem, segundo informação da assessoria de imprensa da agência. Guerreiro, que estava em São Paulo, daria uma entrevista coletiva em Brasília para explicar sua saída.
Último integrante do governo indicado para o cargo pelo ex-ministro Sérgio Motta, morto em abril de 1998, Guerreiro já teve atritos com Pimenta da Veiga. Antes de ter seu nome indicado para a Anatel, Guerreiro foi secretário-executivo do Ministério das Comunicações na gestão de Sérgio Motta.
Na Anatel, criada em 1997, ele foi o responsável pela privatização das telecomunicações. Deixa o cargo sem decidir o padrão da TV digital no País e sem concluir a venda das concessões dos serviços de telefonia móvel.
Além do fracasso na venda da concessão da banda C, a Anatel ainda não resolveu como autorizar o início das operações da Telecom Italia Mobile (TIM) sem que a empresa cumpra as exigências previstas na legislação. Ao lado das bandas D e E, a banda C compõe o Serviço Móvel Pessoal (SMP), planejado para concorrer com os atuais sistemas de telefonia celular (bandas A e B).


