Guerra de cartazes polui Câmara
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terça-feira, 30 de janeiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
Os deputados que retornaram ontem do recesso parlamentar se depararam com uma poluição visual no Congresso. Quase todas as dependências da Câmara estão cobertas por cartazes dos colegas que disputam tanto a Presidência da Casa como outros cargos da Mesa Diretora.
O que é isso?, admirou-se o líder do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA), ao entrar no Salão Verde, que funciona como uma ante-sala do plenário da Câmara, onde se concentram deputados, jornalistas e lobistas nos dias de votações.
Mas a propaganda não se limita ao Salão Verde. Na entrada do Congresso, nos corredores das comissões permanentes, nas passagens que ligam o prédio principal aos gabinetes dos deputados e nos corredores, milhares de cartazes, faixas e painéis lembram uma convenção partidária e evidenciam uma disputa acirrada.
A poluição visual é tanta que, mesmo os faxineiros, acostumados com a sujeira, estão reclamando do exagero. Cada dia aparece mais um (cartaz de candidato); isso está até parecendo carnaval, comentou um funcionário.
A guerra de slogans também é uma curiosidade à parte na disputa pelos cargos da Mesa da Câmara. Desde os batidos Compromisso com a Câmara, compromisso com a Nação, do candidato Inocêncio Oliveira (PFL-PE) e Uma candidatura alternativa do candidato Nelson Marquezelli (PTB-SP) aos novos apelos do líder do PSDB, Aécio Neves (MG) - Aqui começa uma nova história - e Valdemar Costa Neto (PL-SP) - A última chance antes de 2002.
O mais inusitado, no entanto, é o slogan que Severino Cavalcanti (PPB-PE) plageou de D. Pedro I para reforçar o discurso de independência do Poder Executivo: Independência ou morte.
Aécio disse ontem que deverá receber o apoio de outros partidos importantes para sua candidatura. Ele não mencionou os partidos, mas a expectativa é que possam ser o PT e o PDT. O tucano já tem o apoio do PMDB, do PPS, do PTB e do PSB.


