Guergoletto denuncia a tentativa de venda de voto
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segunda-feira, 20 de outubro de 1997
Patrícia Zanin Londrina 
Arquivo FolhaGuergoletto:
Eles deveriam
ser banidos
do PMDBO candidato derrotado à presidência do diretório londrinense do PMDB, vereador Célio Guergoletto, vai encaminhar à comissão de ética do partido um pedido de expulsão de dois integrantes do diretório que teriam lhe pedido dinheiro para votar nele. Guergoletto perdeu no domingo a eleição para o advogado Marcos Colli por uma diferença de três votos (24 a 21). A denúncia de tentativa de compra de votos foi feita ontem à tarde, na Câmara. Mas o vereador não citou nomes. Guergoletto limitou-se a dizer que eles deveriam ser banidos do diretório. Os dois teriam pedido R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente, para votar em Guergoletto.
Se eu quisesse usar de métodos ilícitos, teria ganho. Mas não aceito e vou denunciar, promete. Ele diz que irá esperar a posse de Colli para apresentar os nomes. Vou esperar que ele assuma para não dar a conotação de que quero melar as eleições. Assim que o Marcos assumir, eu formalizo a denúncia.
O novo presidente do diretório disse ontem à Folha que desconhece a ocorrência. Ele (Célio) ligou para mim dizendo que vai fazer a denúncia. Quero crer que ele tenha provas, que serão remetidas à comissão de ética. Além disso, vou pedir para que a investigação seja acompanhada de perto pelo diretório regional, adiantou.
Marcos Colli disse que suas metas como presidente do diretório são a estruturação de subdiretórios, para o fortalecimento do partido, programa que ele pretende iniciar imediatamente. Outra proposta é o recadastramento dos filiados. As últimas estatísticas apontam o PMDB com 17 mil filiados, mas a participação atual é reduzidíssima. Na convenção de anteontem, apenas 180 deles passaram pela Câmara, onde foi realizada a eleição. A fraca participação demonstra bem a perda de contato com o partido, reconhece Colli.
Ele também pretende reaproximar antigos filiados e estabelecer três grupos de trabalho: organizadores, pensadores e executores. Outro objetivo é atrair novas lideranças. O partido vai se tornar uma caixa de ressonância da comunidade, garantiu. O novo presidente pretende transformar a sigla em o novo PMDB de guerra. Nada contra a denominação o velho PMDB de guerra, mas precisamos preparar novas lideranças. Uma nova história, com mais garra, disse.


