Arquivo FolhaGuergoletto:
‘Eles deveriam
ser banidos
do PMDB’O candidato derrotado à presidência do diretório londrinense do PMDB, vereador Célio Guergoletto, vai encaminhar à comissão de ética do partido um pedido de expulsão de dois integrantes do diretório que teriam lhe pedido dinheiro para votar nele. Guergoletto perdeu no domingo a eleição para o advogado Marcos Colli por uma diferença de três votos (24 a 21). A denúncia de tentativa de compra de votos foi feita ontem à tarde, na Câmara. Mas o vereador não citou nomes. Guergoletto limitou-se a dizer que ‘‘eles deveriam ser banidos do diretório’’. Os dois teriam pedido R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente, para votar em Guergoletto.
‘‘Se eu quisesse usar de métodos ilícitos, teria ganho. Mas não aceito e vou denunciar’’, promete. Ele diz que irá esperar a posse de Colli para apresentar os nomes. ‘‘Vou esperar que ele assuma para não dar a conotação de que quero melar as eleições. Assim que o Marcos assumir, eu formalizo a denúncia’’.
O novo presidente do diretório disse ontem à Folha que desconhece a ocorrência. ‘‘Ele (Célio) ligou para mim dizendo que vai fazer a denúncia. Quero crer que ele tenha provas, que serão remetidas à comissão de ética. Além disso, vou pedir para que a investigação seja acompanhada de perto pelo diretório regional’’, adiantou.
Marcos Colli disse que suas metas como presidente do diretório são a estruturação de subdiretórios, para o fortalecimento do partido, programa que ele pretende iniciar ‘‘imediatamente’’. Outra proposta é o recadastramento dos filiados. As últimas estatísticas apontam o PMDB com 17 mil filiados, mas a participação atual é reduzidíssima. Na convenção de anteontem, apenas 180 deles passaram pela Câmara, onde foi realizada a eleição. ‘‘A fraca participação demonstra bem a perda de contato com o partido’’, reconhece Colli.
Ele também pretende reaproximar antigos filiados e estabelecer três grupos de trabalho: organizadores, pensadores e executores. Outro objetivo é atrair novas lideranças. ‘‘O partido vai se tornar uma caixa de ressonância da comunidade’’, garantiu. O novo presidente pretende transformar a sigla em ‘‘o novo PMDB de guerra’’. ‘‘Nada contra a denominação ‘o velho PMDB de guerra’, mas precisamos preparar novas lideranças. Uma nova história, com mais garra’’, disse.

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