Guelman diz que Asempre não prestou assessoria
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quarta-feira, 11 de junho de 1997
Carmem Murara Curitiba 
O Requião está fazendo manobra política para tentar prestar contas à população, afirmou o secretário de Governo, Gerson Guelmann. O secretário foi um dos coordenadores da campanha de Belinati no segundo turno da eleição de 96.
Guelmann trata de enfatizar que nunca houve qualquer relação da empresa de consultoria empresarial Asempre com a campanha de Belinati. Pela denúncia de Requião, a Asempre - empresa acusada de receber R$ 7,5 milhões da corretora IBF e de estar envolvida na lavagem de dinheiro de títulos públicos - teria pago o trabalho da Companhia Brasileira de Pesquisa de Mercado (CBPA).
Requião afirmou que a CBPA foi uma das empresas que prestou serviço para Belinati, fazendo três pesquisas eleitorais. Pelas pesquisas de Londrina, ela teria recebido dois cheques da Asempre nos valores de R$ 18,4 mil e R$ 14,4 mil.
O secretário garante que nunca houve o envolvimento da Asempre e até mesmo da CBPA na campanha de Belinati. Desconheço que essa empresa tenha feito pesquisa para a campanha, afirmou o secretário. Ele disse que trabalhou para o então candidato a prefeito apenas como militante e não como um dos membros da coordenação da campanha. O senador Roberto Requião disse ter conversado com o proprietário da empresa de pesquisa e confirmado a prestação do serviço.
A Folha tentou ouvir ontem também a proprietária da Agência de Notícias Singular, a ex-secretária de Comunicação do governo Lerner, Cila Schulman, mas a comunicação pelo celular dela, em São Paulo, foi interrompida. A denúncia de Requião envolve a Singular como intermediadora dos pagamentos entre a Asempre e a CBPA.


