Principal proposta de combate à violência feita pela maioria dos nove concorrentes à Prefeitura de Londrina, a criação de uma Guarda Municipal nos moldes apresentados na campanha - armada, e, em alguns casos, defende parte dos candidatos, treinada pela Polícia Militar (PM) para atuar no Centro da cidade - é vista com ressalvas pela socióloga Francisca Vergínio Soares, coordenadora da oscip Observatório Social Londrinense de Estudos da Violência, Conflito e Segurança Pública (Obsocil).
Quarta participante, na edição de ontem, da série ''Londrina pergunta'', que a FOLHA promove com os nove prefeituráveis, a socióloga se disse preocupada com o que leu e com o que tem ouvido nesse primeiro turno, quando o assunto é a Guarda. ''Não adianta criar uma Guarda Municipal que vá ser braço direito da PM, por exemplo; da mesma forma, não adianta reproduzir as ações e ter os mesmos valores e mentalidade das polícias já existentes. E nem adianta ser apenas no Centro'', defendeu. ''O ideal é que essa Guarda se relacione com a comunidade e tenha noção de que não existe para servir o Estado, mas os direitos e liberdades do cidadão - é uma forma até de as instituiçõess recuperarem a confiança e a credibilidade que perderam junto à população.'' Na avaliação da coordenadora, o futuro prefeito tem de tomar cuidado ''para não escorregar em casca de banana: não pode fortalecer a desconfiança. A Guarda tem que ser bem treinada no sentido dos valores humanos''.
No dia 19, o Obsocil vai propor aos prefeituráveis a assinatura de um ''pacto social'' por políticas públicas de prevenção à violência para a população infanto-juvenil. A proposta será apresentada no primeiro seminário que o grupo realiza desde que foi criado, em abril do ano passado. Será no auditório da Faculdade Uninorte mas não na forma de debate: cada candidato terá o tempo máximo de 10 minutos para expor seu plano para o problema.
Até ontem, haviam confirmado presença os candidatos Amadeu Felipe (PCB), Barbosa Neto (PDT), Luiz Carlos Hauly (PSDB), Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Marcos Colli (PV), Marcelo Urbaneja (PTdoB) e Vilson Machado (PSol).

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