Washington Os juristas do departamento de Estado norte-americano ‘‘chegaram à conclusão de que a convenção de Genebra se aplica ‘‘aos detidos na base de Guantánamo, mesmo se não lhes for concedido o status de prisioneiros de guerra, indicou um membro do governo que exigiu o anonimato.
‘‘Nos termos desta mesma convenção, essas pessoas não são prisioneiros de guerra’’, consideram os juristas segundo a mesma fonte.
O governo norte-americano discute esse assunto, confirmou o porta-voz do departamento de Estado, Richard Boucher. ‘‘Todos concordam que não são prisioneiros de guerra’’, disse Boucher, reconhecendo que ainda fica por definir se a Convenção de Genebra – que inclui cláusulas sobre os combatentes ilegais – deve ou não ser aplicada aos detidos no Afeganistão levados à Ilha de Cuba.
A aplicação da Convenção implicaria em obrigações aos norte-americanos, em particular em matéria de interrogatórios e de direitos de visita.
Washington tem atualmente 158 detidos em Guantánamo, supostos talebans ou membros da Al Qaeda.
Combatentes ilegaisO chefe do combate ao terrorismo norte-americano, Francis Taylor, confirmou que os soldados da al-Qaeda e os talebans capturados no Afeganistão e presos na base norte-americana de Guantânamo, em Cuba, não são considerados prisioneiros de guerra, mas combatentes ilegais, ‘‘não estando protegidos legalmente pela Convenção de Genebra’’, segundo seu entendimento.
Bin LadenO Paquistão classificou ontem de ‘‘ridículas’’ as acusações segundo as quais Ossama bin Laden se submeteu a uma diálise no Paquistão às vésperas dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.

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