Brasília - A GTech do Brasil, empresa responsável pela operação do sistema de loterias do país, confirmou ter recebido proposta de negócio do empresário de bingos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Apesar de não especificar a data, as propostas teriam sido feitas no ano passado. GTech e Cachoeira tiveram parceria anteriormente, encerrada em 2000.
A nota foi divulgada em resposta à reportagem publicada ontem pelo jornal ''O Globo'', que revelou correspondência de Cachoeira com Marcelo Rovai, ex-diretor de marketing da GTech, no ano passado. Segundo uma minuta de contrato reproduzida por aquele jornal, Cachoeira passaria a explorar os serviços lotéricos em Minas Gerais. A GTech também forneceria ''serviços de processamento'' a empresas do empresário no Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.
Esses ''potenciais negócios'' apresentados por Cachoeira foram ''rejeitados'' pela matriz da GTech nos EUA, segundo a nota. A multinacional insiste em que foi procurada por Waldomiro Diniz à época da renovação do contrato com a Caixa Econômica Federal e que Cachoeira participou de um encontro com a empresa não a convite dela.
As negociações entre GTech e Caixa, no entanto, teriam sido concluídas diretamente com a direção do banco sem a intermediação de Waldomiro, segundo versão da empresa, que se recusa a falar sobre eventuais pagamentos ao assessor palaciano. O Ministério Público Federal ouviu de Cachoeira que ele teria sido a ponte entre Waldomiro e a GTech.
A Caixa também divulgou nota reiterando que não houve participação de pessoas estranhas à instituição na negociação com a GTech. A renovação seria necessária, segundo o banco, em virtude de liminares judiciais que impedem uma licitação para pulverizar o serviço.

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