Brasília - O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a quem a Agência Brasileira de Inteligência está vinculada, negou as acusações feitas em plenário na Câmara pelo deputado Antônio Carlos Neto (PFL-BA) de que sua vida está sendo investigada por agentes da Abin. ''Carecem de fundamento as afirmações de que a Abin teria promovido o monitoramento ilegal de parlamentares'', disse o GSI, em nota oficial, distribuída na tarde de ontem.
''É missão permanente do GSI e dos servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), pautar as atividades de inteligência daquela Agência como as de instituição de Estado, imune, portanto, a ingerências político-partidárias que possam vir a desvirtuar a sua atuação'', diz a nota assinada pela assessoria do GSI, que informou estar divulgando a informação ''a respeito do pronunciamento do excelentíssimo senhor deputado Antônio Carlos Neto, ocorrido em sessão extraordinária na Câmara''.
As afirmações do deputado causaram grande desconforto na Abin e no GSI, em um momento em que eles estão trabalhando pela recuperação da imagem da agência, depois do episódio que culminou com a saída do seu ex-diretor geral Mauro Marcelo. ''Isso não procede. A Abin não fez isso (investigar a vida do parlamentar)'', reagiu a assessoria do GSI, ao acrescentar ainda que ''fazer investigação de pessoas contraria a atividade de Inteligência de Estado realizada pela Abin''. (Tânia Monteiro, Agência Estado)

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