Grupos pró e contra tentam no Calçadão o voto de última hora
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de agosto de 2001
Cristiane Oya<BR>De Londrina 
O Calçadão de Londrina reviveu ontem o clima de eleições. Um dia antes do plebiscito que decide o futuro da Sercomtel Celular, dezenas de pessoas dos grupos do ''Sim'' e do ''Não'' distribuíram panfletos expondo razões favoráveis e contrárias à venda.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telefonia de Londrina (Sinttel), José Aparecido de Moura, acredita que a panfletagem irá ajudar o eleitor a se decidir.
''Essa panfletagem é para poder conscientizar o cidadão londrinense da importância que a Sercomtel Celular tem para o município. Vender a empresa simplesmente por dizer que ela não tem condições de concorrer no mercado, é entregar a empresa sem, no mínimo, lutar por ela'', justificou Moura. Ele acredita que cerca de 30% dos eleitores vão comparecer às urnas.
O empresário Abílio Medeiros, presidente da Associação dos Proprietários de Linhas Telefônicas (Aprottel) que protocolou na Justiça na semana passada medida cautelar para garantir o direito de participação nos recursos obtidos com a possível venda da empresa acredita que o momento atual é oportuno para a realização do negócio. ''A maioria dos membros da Aprottel defende a privatização. Tem uma corrente que fala que a Sercomtel pode sobreviver, mas eu entendo que se ela for bem vendida e o dinheiro bem aplicado e os nossos direitos sejam reconhecidos, a Sercomtel pode ser vendida.''
No plebiscito, em que o voto é facultativo, a Justiça Eleitoral liberou a realização da boca-de-urna nos 129 locais de votação. Os grupos garantem que irão ''lutar'' pelo voto até o fim da votação.


