Grupos aquecem discussão sobre Celular
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sábado, 04 de agosto de 2001
Cláudia Lopes<BR>De Londrina 
Os dois comitês que discutem a privatização da Sercomtel Celular de Londrina o Não e o Sim promoveram panfletagem ontem pela manhã no Calçadão, esquentando a polêmica em torno da venda da empresa. Vários debates com associações de bairros estão agendados para esta semana. Ontem, o grupo do Sim realizou 18 reuniões na periferia de Londrina, segundo o presidente do PT local, Jacks Dias, que encabeçava um dos movimentos no centro da cidade.
Separados apenas por um quarteirão, os dois grupos tentaram arrebanhar simpatizantes para ambos os lados. O plebiscito está marcado para o próximo dia 19 e vai decidir pela privatização ou não da empresa. Todos os eleitores habilitados (com título) poderão votar, mas o voto não é obrigatório. Muita gente, porém, ainda não tem opinião formada sobre o assunto.
Embora estivesse defendendo a não privatização da empresa, o presidente do Conselho Comunitário da Zona Leste, Geraldino Batista do Nascimento, disse ontem que pode mudar de idéia caso a prefeitura apresente um cronograma de obras que beneficie aquela região da cidade.
Vamos discutir o assunto com a comunidade num debate marcado para a próxima terça-feira, às 19h30, no Conjunto Habitacional Ernani Moura Lima, afirmou Nascimento. Até a realização do plebiscito, os dois grupos vão promover panfletagens no centro da cidade, todos os sábados.
O principal argumento do Comitê do Sim é de que a Sercomtel Celular não vai ter condições de sobreviver à abertura do mercado de telecomunicações, por falta de investimentos. Para o coordenador do Comitê do Não, Padre Manoel Joaquim, a Sercomtel poderá sobreviver desde que tenha uma boa administração. Infelizamente até agora a empresa foi usada politicamente.
Apesar das discussões, muitos londrinenses desconhecem o que seja um plebiscito. Cerca de 200 pessoas votaram ontem na urna eletrônica instalada pela Justiça Eleitoral, no Calçadão. Mas várias pessoas não sabem o que está acontecendo, disse a chefe de cartório Sandra Zanchin.
Com o objetivo de treinar a população para a utilização da urna eletrônica, a Justiça Eleitoral realizou uma simulação do plebiscito, com o número 55 para o Sim (favoráveis a privatização) e o 88 para o Não (contra a venda da empresa). Tivemos que orientar muitas pessoas, sem induzi-las a uma decisão, contou Sandra. A Justiça Eleitoral não vai contabilizar os votos. Essa não é nossa intenção, disse. Anteontem, 274 votaram na urna eletrônica que estava instalada no Terminal Urbano, no centro de Londrina.


