Grupo quer minar Taborda
Arquivo FolhaTaborda: ‘‘Nada a declarar’’O ‘‘Grupo dos 21’’, os aliados do governo na Assembléia Legislativa que se rebelaram por conta da crise financeira, quer minar a Casa Civil, ocupada hoje pelo secretário Pretextato Taborda Ribas. Os deputados estão descontentes com o trato que vêm recebendo do secretário, nomeado pelo governador Jaime Lerner (PFL) no final do ano passado para responder pelo meio-de-campo entre os poderes Executivo e Legislativo.
‘‘O Tato fica semeando intrigas. Ele apostou na divisão do nosso grupo e se deu muito mal. Não agradou nem gregos e nem troianos’’, disse o líder do PPB, Tony Garcia. O deputado acusa o secretário-chefe da Casa Civil de colocar aliados como Nelson Justus e Algaci Túlio contra os líderes do ‘‘Grupo dos 21’’. ‘‘Ele conseguiu desagradar a todos’’, afirmou Tony Garcia, avalizado ponto por ponto pelo líder do PFL, Plauto Miró Guimarães.
O líder do PTB, Ademar Traiano, também não poupou o chefe da Casa Civil ontem. Disse que na reunião de segunda-feira passada, com Lerner no Palácio Iguaçu, foi pedida a exclusão de Tato Taborda das conversas. ‘‘Deixamos claro que temos o nosso interlocutor: o líder do governo Valdir Rossoni’’, discursou Traiano. O petebista não quis abrir o jogo se a intenção dos aliados é derrubar o secretário do posto.
O líder do governo na Assembléia não quis entrar na polêmica para não parecer que está interessado na destituição do secretário. Rossoni cobiçou o cargo durante meses, no ano passado. O deputado fez ressalvas ontem ao que ele denominou de excessiva proteção de Lerner. ‘‘Tem gente que procura isolar o governador. Não sabe que ele se sai muito bem quando conversa com os deputados’’, avaliou Rossoni.
A ‘Folha’ conversou com Tato Taborda ontem à tarde, por telefone. O secretário não quis comentar o assunto. ‘‘Não tenho nada a declarar’’, assinalou. Tato Taborda não quis alimentar a sua primeira desavença com a base aliada, desde que assumiu o posto, no início do ano. Na semana passada, o secretário já havia admitido falhas na comunicação do governo com os deputados. No entanto, foi pego de surpresa pela hostilidade dos deputados.
Interlocutores mais próximos do governador garantem que o chefe da Casa Civil está mais forte do que nunca e que a pressão dos deputados - que não querem mais se reportar a ele para conversarem com o governo - não tem fôlego. ‘‘O Tato é como pão no governo. Quanto mais batem, mais cresce’’, comparou uma fonte do Palácio.(L.D.)

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